Rivalidade só em campo, alertam Palmeiras e Corinthians

Por Tercio Braga
Mano Menezes, Mario Gobbi, Paulo Nobre e Gilson Kleina durante a entrevista coletiva | Ale Frata/Frame/Folhapress Mano Menezes, Mário Gobbi, Paulo Nobre e Gilson Kleina durante a entrevista coletiva | Ale Frata/Frame/Folhapress

Presidentes e técnicos de Corinthians e Palmeiras deram uma entrevista coletiva conjunta, nesta sexta-feira, para promover a paz nos estádios e no mundo do futebol. Os rivais se enfrentam neste domingo, no Pacaembu, pelo Paulistão, mas o espírito deverá ser de disputa apenas dentro do gramado.

“É muito importante que os torcedores entendam que o adversário não é inimigo e a rivalidade só existe dentro de campo”, resumiu Paulo Nobre, presidente do Palmeiras. “É importante que essa rivalidade continue porque é muito sadia para o futebol, mas que continue dentro de campo. Odiar o torcedor adversário é um absurdo.”

O presidente do Corinthians, Mário Gobbi, reconhece que a entrevista coletiva conjunta não será suficiente para acabar com os problemas do esporte, mas sabe que é um passo importante para iniciar este projeto de pacificação.

Presidentes do Corinthians, Mario Gobbi, e do Palmerias, Paulo Nobre, apertam as mão ao fim da entrevista | Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação Presidentes do Corinthians, Mário Gobbi, e do Palmeiras, Paulo Nobre, apertam as mão ao fim da entrevista | Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

“Os acontecimentos mais recentes fizeram com que nós, dirigentes, jogadores e profissionais que atuam no futebol, a tomar atitudes. Não quer dizer que atitudes como esta irão resolver a questão da violência, mas contribui com a diminuição dela. Não dá mais para ficar com os braços cruzados e assistir a estas cenas de vandalismo e desrespeito ao ser humano e à cidadania. Estamos reunidos com um pensamento único, que é passar uma mensagem de paz e dizer que Palmeiras e Corinthians são apenas adversários dentro dos 90 minutos da partida”, declarou o dirigente.

Já o técnico palmeirense Gilson Kleina aproveitou para abordar as questões que fogem dos gramados. “Nós entendemos que, por mais que estejamos passando por um momento complicado neste país, o futebol não pode ser parcela de desabafo e gesto violento. Futebol é resgatar a alegria de ir ao estádio, ver o futebol, a evolução que o futebol uniu, e um deles é o sentimento de alegria. Na segunda-feira, segue a vida de todo mundo”, disse.

Mano Menezes, treinador do Corinthians, lembrou da morte do cinegrafista da Band Santiago Andrade para explicar que a alegria e a diversão do futebol estão tomando um rumo completamente diferente.

“Cada evento que passamos, nós notamos que as coisas caminham mais no sentido contrário, todos estamos conscientes que todos perderemos. Vocês (imprensa) acabam de perder uma vida, um colega, e nós estamos abordando há algum tempo que isso poderia acontecer no futebol”, completou o treinador, referindo-se ao cinegrafista que faleceu após se ferir em um protesto no Rio.

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