Rogério Ceni nega atrito com Paulo André e vê greve inviável

Por Tercio Braga
Para Ceni a greve é algo que juridicamente não pode ser feita, principalmente porque os clubes precisam respeitar salários e calendários | Rubens Chiri/Divulgação Para Ceni a greve é algo que juridicamente não pode ser feita, principalmente porque os clubes precisam respeitar salários e calendários | Rubens Chiri/Divulgação

Apesar de concordar com a greve, Rogério Ceni, do São Paulo, não vê a paralisação como algo juridicamente possível e nega qualquer atrito com Paulo André, zagueiro do Corinthians e um dos líderes do Bom Senso FC, movimento que busca melhores condições de trabalho dos jogadores no Brasil.

“Saiu na imprensa algo sobre eu ter diferença de pensamento com o Paulo André. De jeito nenhum, tenho uma grande admiração pelo Paulo, um cara que trabalha pelos benefícios dos jogadores de todo o Brasil”, falou o goleiro.

Para Ceni a greve é algo que juridicamente não pode ser feita, principalmente porque os clubes precisam respeitar salários e calendários. Além disso, o goleiro disse que a posição do Corinthians dificulta o apoio dos outros clubes.

“O que aconteceu foi terrível, mas é preciso analisar todas as posições. Principalmente a do próprio Corinthians. Quarta à noite, assisti o jogo e um jogador disse em entrevista que não via o porquê de ter greve. Quer dizer, se um atleta que foi agredido responde isso, atletas de outros times encontram dificuldade em apoiar um movimento que nem o próprio clube apoia”, continuou.

Se a maioria decidir pela greve, Ceni confirma o apoio. “É uma proposta bacana e para o futebol melhorar isso tem que acontecer e eu apoiaria com o maior prazer. Lamento muito tudo que aconteceu e é mais uma questão de justiça que precisa ser feita. Eu apoio o movimento no que a maioria decidir”, finalizou.


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