Governo quer diálogo com manifestantes nas sedes da Copa

Por Tercio Braga
Manifestantes se dispõem em frente à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo | Fábio Vieira/Fotoarena/Folhapress Manifestantes se dispõem em frente à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo | Fábio Vieira/Fotoarena/Folhapress

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse que a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade, demonstra que a violência é o pior dos caminhos. “É o caminho da dor, da destruição, da barbárie”, disse o ministro. Ele também revelou que representantes do governo foram enviados às 12 cidades-sede da Copa do Mundo para dialogar com os moradores atingidos com as obras e com os manifestantes.

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Carvalho acredita que os protestos como exercício da democracia devem continuar ocorrendo, mas sem violência “nem do lado policial e nem do lado dos manifestantes”. “Nós esperamos que, junto com a festa da Copa, manifestações maduras, pacíficas, mas sem este cunho triste que nos faz hoje nos sentirmos tão abalados com a morte de mais um ser humano que estava ali cumprindo o seu dever de trabalho”.

Ao participar da Feira da Reforma Agrária do 6º Congresso Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o ministro disse que funcionários da Secretaria-Geral vão verificar as reclamações nas sedes da Copa, principalmente a respeito das remoções de pessoas de áreas para a construção de estádios e demais obras.

“Nós vamos continuar dialogando com todos os grupos que têm questões contra a Copa. Queremos fazer um diálogo maduro, mostrando que, ainda que alguns empreendimentos não fiquem prontos, são legados que vão ficar definitivamente”, disse, citando oportunidades sobre a geração de empregos e o crescimento do comércio.

As inaugurações da Arena da Amazônia, em Manaus, e do Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, estão previstas para os próximos dias, com a participação da presidenta Dilma Rousseff. No último evento semelhante, em Natal, uma manifestação de funcionários públicos bloqueou ruas na capital do Rio Grande do Norte e pediu a saída da governadora Rosalba Ciarlini.


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