"A gente tem muito da Jamaica", brinca time de bobsled do Brasil

Por fabiosaraiva
Bobsled masculino do Brasil vai para a 3ª Olimpíada | Divulgação Bobsled masculino do Brasil vai para a 3ª Olimpíada | Divulgação

Salvo raríssimas exceções, como a cidade catarinense de São Joaquim, neve, no Brasil, só é vista pela televisão. Falar em esportes de inverno, então, soa quase como chacota. Para 13 atletas, no entanto, neve e gelo são ingredientes comuns de um sonho: representar bem o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecem a partir de quinta-feira em Sochi, na Rússia.

Trazer uma medalha na bagagem, porém, é praticamente impossível. “Mas nosso objetivo é ficar no top 20. Material humano a gente tem. Não temos trenó, lâminas… Mas é o pontapé inicial”, disse Edson Bindilatti, piloto da equipe masculina de bobsled.

Professor de educação física, Bindilatti, 34, vive em São Caetano do Sul (Grande São Paulo).  Em um clube local, treina com um trenó adaptado, para simular o verdadeiro – que, no caso do time brasileiro, fica guardado nos Estados Unidos. No Brasil, a preparação é feita ao melhor estilo do filme “Jamaica Abaixo de Zero”: com trenós adaptados e, claro, sem neve.

“A gente tem muito da Jamaica por ser um país tropical, não ter neve, gelo aqui. O filme serve como inspiração para fazer o melhor possível nas competições”, afirmou Bindilatti, ex-atleta de atletismo, que vai para sua terceira Olimpíada de Inverno com o bobsled.

Em 2002, nos Jogos de Salt Lake City (EUA), o trenó brasileiro ficou na 27ª posição. Quatro anos depois, em Turim, (Itália), o time foi o 25º.

Em Sochi, o Brasil terá não só o bobsled masculino de quatro atletas. Fabiana dos Santos e Sally Mayara competem nas duplas femininas.

 

Segurança é preocupação

Apesar de o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, ter afirmado que a segurança dos Jogos está sob controle, a ameaça de atentados terroristas deixa os atletas do Brasil apreensivos.

“Dá um pouco de preocupação, sim. Fico mais preocupada com a minha família do que comigo. Mas temos de confiar que a segurança vai estar boa e nada vai acontecer”, admitiu Isabel Clark, que vai competir no snowboard e terá a torcida da família na cidade russa durante quatro dias. 

 

Lais Souza é a baixa na delegação

A ex-ginasta e agora esquiadora Lais Souza estava classificada para a prova de esqui aéreo. Contudo, um grave acidente durante treino nos EUA, há uma semana, tirou a atleta de combate.

Internada após passar por cirurgia na coluna vertebral, Lais não mexe braços e pernas. Ela apresentou melhoras e já consegue dizer algumas palavras.

 

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