Corinthians cogita adiar jogo contra a Ponte após invasão

Por Tercio Braga
Corintianos protestaram após a derrota sofrida diante do Santos | Reginaldo Castro/Folhapress Corintianos protestaram após a derrota sofrida diante do Santos | Reginaldo Castro/Folhapress

Logo após a invasão ao CT do Corinthians por parte de um grupo de torcedores, na manhã deste sábado, surgiu a informação de que o jogo deste domingo, diante da Ponte Preta, em Campinas, pudesse ser adiado por conta do ocorrido. O médico do clube, Joaquim Grava, que ficou ferido na confusão, confirmou a hipótese à Bradesco Esportes FM e disse que, da parte dele, não há clima para entrar em campo.

“Acho que isso deveria partir da própria FPF (Federação Paulista de Futebol). Será que tem clima para jogar amanhã? Como esse time vai sair daqui para jogar em Campinas? Será que teremos novas invasões, desta vez a campo? Não tem segurança para um jogo como esse”, avaliou Grava.

“Não conversei com a diretoria, mas, por experiência profissional, na minha opinião os jogadores não vão jogar”, disse. “Os jogadores não falaram com os chefes das torcidas, certo? Quem garante que, durante a concentração dos jogadores, os torcedores não venham aqui invadir o CT mais uma vez?”, completou Grava.

O médico também narrou os momentos de tensão que viveu diante da invasão dos torcedores. “Alguns erguiam pedaços de pau, outros estiletes, e eles vieram em cima de mim. Eu estava na fisioterapia e, quando vimos a confusão, conseguimos esconder o Renato Augusto, o Paulo André e o Danilo na nossa hidroterapia”.

“Alguns estavam encapuzados. O que tentou me dar uma paulada estava”, declarou. “Em todo o esse tempo de Corinthians, desde 1979, nunca tinha presenciado algo parecido. Já tinha visto manifesto de torcida, mas, como hoje, não”, completou Grava.

Funcionária também ficou machucada

De acordo com o médico corintiano, uma funcionária do clube ficou ferida na confusão. “Nossa administradora do hotel foi agredida depois que os goleiros (os únicos que tinham iniciado o treinamento da manhã) correram para o hotel. Agora, imagina se todos os jogadores estivessem treinando?”, questionou.

Preso em Oruro estava na confusão

Ainda segundo o médico do Corinthians, um dos policiais chamados para conter a revolta dos torcedores lhe confidenciou que viu, no meio da confusão, um dos 12 torcedores presos em Oruro, na Bolívia, pela morte do garoto Kevin Espada, ocorrida durante um jogo da Libertadores do ano passado. Ele só não obteve a identidade o tal torcedor.

“Não é um problema só do torcedor do Corinthians, do torcedor corintiano. Acredito que isso seja um problema de segurança pública. A cada dia que passa nós enfrentamos problemas sérios”, disse. “Acho que é a hora de todo mundo se unir, clubes, federações… estamos evoluindo pra uma coisa péssima”, encerrou.


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