Felipe Massa diz que sente falta do ronco dos motores antigos

Por Tercio Braga
Felipe Massa conversa com os jornalistas após o primeiro dia na Williams | Cristiani Apolonio/Metro Felipe Massa conversa com os jornalistas após o primeiro dia na Williams | Cristiani Apolonio/Metro

No terceiro dia de testes da pré-temporada da F-1, em  Jerez de la Frontera, finalmente, o brasileiro Felipe Massa, vestiu o macacão azul da Williams e estreou o carro da sua nova equipe. Deu 47 voltas – menos do que gostaria – parado nos boxes para corrigir problemas em sua máquina. Pouco antes do final do treino tinha o quinto tempo entre os onze pilotos que foram para a pista. No final, deu uma boa volta que o deixou a 4 décimos do dinamarquês Kevin Magnussen, o melhor por dia. Logo depois falou com os jornalistas. Confira:

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Massa é recolhido para a garagem da Williams | Cristiani Apolonio/Metro Massa é recolhido para a garagem da Williams | Cristiani Apolonio/Metro

Qual o balanço deste seu primeiro dia dentro de uma máquina da Williams?

Gostei da equipe e do jeito profissional com que trabalham. Para mim é uma nova fase, na qual tudo é novo: engenheiros, mecânicos, estrutura. E isso em um ano em que a F-1 mudou bastante. A Williams investiu para voltar a ser a equipe grande que já foi no passado. Trago experiência e isso pode ser útil. Mas, para conseguirmos bons resultados teremos de trabalhar muito.

As novas regras deixaram a sensação de guiar um carro da F-1 de fato muito diferente?

Eu já pilotava na F-1 quando houve a mudança dos motores V10 para os V8. E, posso dizer que este ano, a diferenças são muito maiores com motores V6, turbo, há sistemas elétricos que geram potência, uma diminuição drástica no consumo, bem menos apoio aerodinâmico, o que exige mais cautela nas curvas … Guiar o novo é simpático, mas, confesso que ainda sinto falta do ronco mais forte.

Qual será a sua estratégia para se dar bem em meio a tantas mudanças?

Já deu para sentir que o motor Mercedes, que equipará nosso carro este ano é muito bom. Mas, até o GP da Austrália (em 16 de março), o grande objetivo será fazer um carro resistente a quebras e à falta de gasolina. Penso que em um ano com tantas mudanças, ter um carro capaz de terminar a corrida será o mais importante.

Apesar do ronco menos estridente, o carro de 2014 é mais divertido de pilotar, compara Massa | Cristiani Apolonio/Metro Apesar do ronco menos estridente, o carro de 2014 é mais divertido de pilotar, compara Massa | Cristiani Apolonio/Metro
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