Grupo Sonda: "Barcelona tentou nos calar com 6 milhões de euros"

Por Tercio Braga
Sandro Rosell tentou se reunir com o Grupo, mas não pôde entrar no Brasil | Albert Gea/Reuters Sandro Rosell tentou se reunir com o Grupo, mas não pôde entrar no Brasil | Albert Gea/Reuters

O Grupo Sonda, que tinha 40% dos direitos do Neymar, falou pela primeira vez sobre a polêmica transferência do jogador para o Barcelona. Em entrevista ao jornal espanhol Marca, os diretores afirmaram que a clube catalão ofereceu 6 milhões de euros a eles depois que o negócio estava sacramentado. “Tentaram nos calar a boca, mas não aceitamos”, comentou José Barral, presidente do Grupo.

Neymar teve os direitos divididos entre Sonda e Santos em 2009, quando tinha 15 anos na época. O Peixe ficou com a maior parte, 60%. A relação seguiu sem percalços mesmo quando o grupo Teisa comprou 5% dos direitos que pertenciam ao Santos.

Segundo o Grupo, os problemas começaram quando o presidente do Santos, na época, Luiz Álvaro de Oliveira reduziu o contrato de Neymar em um ano – de 2015 a 2014 – e não disse ao Sondas.

Em 2011, o Real Madrid fez uma proposta para levar Neymar. “Wagner Ribeiro e o pai do Neymar nos ofereceram 8 milhões de euros por 40% dos direitos da DIS. O pai de Neymar queria comprar a porcentagem, teoricamente, com o que o Barcelona já havia pagado de sinal. Então havia uma oferta do Real Madrid para o Santos”, disse Barral.

“Me reuni à noite com eles, com o pai de Neymar e Wagner Ribeiro, enquanto Neymar realizava exames médicos com o doutor Joaquim Grava para o Real Madrid”, afirmou Delcir Sonda, proprietário do Grupo.

“Foi uma proposta indecente. Queriam comprar os direitos por 8 milhões de euros quando teriam pensado vender por muitíssimo mais”, completou Delcir.

Na sequência, Barral disse que recebeu um telefone do então presidente do Barça, Sandro Rosell, solicitanto uma reunião, mas como o dirigente não pode entrar ao país por problemas na Justiça, teria enviado como representante André Cury.

“Tomamos um café e ele nos fez uma oferta inicial de 4 milhões de euros. Nos sentamos e discutimos para ver quanto deveríamos receber, de acordo com o valor total do jogador. Dissemos a cifra que deveríamos receber. Depois, ele chegou a nos oferecer até 6 milhões. Tivemos três reuniões com André Cury”, informou Barral

“O contrato já estava fechado, era uma oferta posterior, para evitar problemas, para fechar a boca. Não aceitamos”, finalizou Barral.

O Grupo Sonda recebeu na transação cerca de 6,8 milhões de euros (R$ 22,3 milhões), correspondentes a 40% do valor de 17,1 milhões de euros recebidos pelo Santos (R$ 56,2 milhões).

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