Motorista de ônibus usou crack no dia do sumiço das chuteiras

Por Tercio Braga
Para o delegado Martins, motorista pode ter participado do crime | Reprodução Para o delegado Martins, motorista pode ter participado do crime | Reprodução

A história do motorista Charles Amâncio, que diz ter sido sequestrado no dia no dia do jogo do Formosa contra o Brasília, pela estreia do Candangão, segue ganhando novas versões e se tornando mais e mais confusa. Em novo depoimento à polícia, Amâncio voltou a mudar o relato sobre o incidente que culminou no desaparecimento das chuteiras do time goiano – e na perda da partida por W.O. Na nova versão, o motorista confessou ter usado crack no dia do desaparecimento.

Em coletiva dada nesta terça-feira, o delegado da 12ª DP, Moisés Martins, explicou que, durante as mais de quatro horas de depoimento do motorista, a polícia encontrou várias contradições no relato. Os responsáveis pela investigação seguem em busca de provas que reputem a hipótese de sequestro.

Amâncio desapareceu na sexta-feira e só reapareceu no dia seguinte. Primeiro, alegou ter sido obrigado a ingerir bebidas alcoólicas e que foi rendido por dois suspeitos. Depois, desmentiu, jurando que, na verdade, foi forçado a utilizar entorpecentes.

O homem que teria rendido Amâncio já foi identificado. Trata-se de Sícero Aparecido de Alencar, genro da mulher que encontrou três pares de chuteira em casa, no sábado, e comunicou à polícia. O delegado ainda revelou que a mulher contou à polícia ter visto outro homem com Alencar, um sujeito cuja descrição física bate com a do motorista.

Jogadores conversam desapontados após perda por W.O. | Band Jogadores conversam desapontados após perda por W.O. | Band

Segundo Martins, se for comprovado que Amâncio não foi sequestrado, o motorista responderá por denunciação caluniosa. E se, além disso, ele tiver se apropriado dos equipamentos do time, a prisão será por apropriação indébita. Alencar continua foragido.

Situação delicada

Enquanto a história não ganha um desfecho, o Formosa aguarda a remarcação da partida. Nesta terça-feira, a Federação Brasiliense de Futebol encaminhou o ofício ao Tribunal de Justiça Desportiva do DF, que julgará o caso.

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