Acusado de suborno, Ecclestone deixa cargo de diretor da F-1

Por Tercio Braga
Ecclestone continuará comandando a F-1, mas suas decisões terão de ser avalisadas pela CVC | Clive Mason/Getty Images Ecclestone continuará comandando a F-1, mas suas decisões terão de ser avalisadas pela CVC | Clive Mason/Getty Images

O britânico Bernie Ecclestone foi afastado temporariamente do cargo de diretor da Fórmula 1 por conta do suposto caso de suborno pelo qual o executivo está sendo acusado. Segundo a CVC Capital Partners, empresa que é acionista majoritária da F-1, a decisão foi tomada em conjunto.

“Após discussão com o conselho, o Sr. Ecclestone propôs e o conselho concordou que, até que o caso esteja resolvido, ele deixará a o cargo de diretor imediatamente, abandonando seus deveres dentro do conselho”, afirmou a empresa em nota oficial.

Ecclestone é acusado de subornar o banqueiro alemão Gerhard Gribkowsky, antigo diretor do banco público BayernLB, no processo de venda de porcentagem da F-1 do banco à CVC. O fato ocorreu em 2006, e Bernie teria repassado US$ 44 milhões ao alemão. Em 2012, Gribkowsky foi condenado a oito anos e meio de prisão em Munique, por suborno e evasão fiscal.

O julgamento do diretor de 83 anos deve começar no final de abril. Embora tenha sido afastado do cargo de diretor, Ecclestone continuará exercendo suas outras funções cotidianas, de acordo com a CVC.

“O conselho acredita que é melhor para os negócios F-1 e para o esporte que Ecclestone continue com suas funções diariamente, mas sujeito a um maior monitoramento e controle pelo conselho. Ecclestone concordou, e assegurou que é inocente das acusações.”

Se condenado, Ecclestone pode pegar até dez anos de prisão. Enquanto aguarda o julgamento, a aprovação e assinatura de contratos importantes e outros acordos comerciais serão de responsabilidade do presidente do conselho, Peter Brabeck-Letmathe e do vice, Donald Mackenzie.

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