Handebol terá arena “lego” nos Jogos de 2016

Por BAND

O título mundial feminino conquistado nos últimos dias de 2013 fez o país inteiro lembrar que o handebol é um dos esportes mais praticados pelos jovens em idade escolar. E o principal legado do ginásio que vai receber a modalidade nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro é justamente seu destino final: as escolas.

A Arena de Handebol – projeto desenvolvido pela EOM (Empresa Olímpica Municipal), a RioUrbe (Empresa Municipal de Urbanização) e o Ministério do Esporte – será nômade. Com a preocupação de não erguer construções permanentes que ficassem subutilizadas após a competição, a prefeitura e o Ministério do Esporte definiram que o ginásio seria temporário.

Para garantir o melhor uso de recursos públicos, a equipe envolvida no projeto trabalhou para definir antecipadamente a utilização futura da estrutura. Por suas características, a Arena de Handebol adequou-se ao conceito de ‘arquitetura nômade’.

Após o evento esportivo, a instalação será desmontada e seus componentes serão remontados, dando origem a quatro escolas municipais, cada uma com capacidade para 500 alunos. Esta é a primeira vez que este conceito de arquitetura é utilizado nos Jogos Olímpicos, garantindo que até mesmo uma instalação temporária deixe legado tangível para a cidade.

Desde o início, o projeto foi desenvolvido prevendo sua transformação posterior em quatro escolas. O vencedor da licitação, aberta em novembro pela prefeitura, será responsável pela construção, operação e desmontagem da instalação olímpica e pela montagem das escolas em 2017.

As obras de construção estão orçadas em R$ 121,1 milhões. Outros R$ 6 milhões serão investidos na operação; R$ 19,7 milhões na desmontagem; e R$ 31,2 milhões na montagem das novas escolas.

Assim, o governo federal vai transferir ao município cerca de R$ 178 milhões, conforme acordo de cooperação técnica assinado entre o Ministério do Esporte e a prefeitura em maio de 2012. Os recursos, do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), serão repassados pela Caixa Econômica Federal.

 

Handebol arena 2016 infográfico

Estrutura terá capacidade para 12 mil espectadores

A Arena de Handebol será erguida em uma área de cerca de 35 mil m² do Parque Olímpico, na Barra. Com capacidade para 12 mil espectadores, receberá as competições de handebol dos Jogos Olímpicos e de golbol dos Jogos Paralímpicos. As obras estão previstas para começar no primeiro semestre de 2014 e terminar no segundo semestre de 2015.

No Dossiê de Candidatura, documento de 2009, a Arena de Handebol seria uma instalação permanente – o quarto pavilhão esportivo do COT (Centro Olímpico de Treinamento) – e tinha estimativa de investimento na construção de cerca de R$ 160,6 milhões (valor atualizado pelo INCC-DI do período de janeiro de 2009 a outubro de 2013).

A prefeitura e o governo federal avaliaram, porém, que três pavilhões já atenderiam à demanda do COT e optaram por construir uma arena temporária, eliminando o alto custo futuro de manutenção de um equipamento permanente.

Para reforçar o princípio de que os Jogos Olímpicos devem servir à cidade e prolongar o benefício gerado pelo investimento na instalação temporária, a prefeitura desenvolveu o conceito de arquitetura nômade.

Escolas serão na Barra e em São Cristóvão

Para que a transformação de uma instalação olímpica em quatro novas escolas seja possível, a construção foi totalmente planejada para viabilizar o reaproveitamento de sua estrutura e seus componentes. Escolhido por meio de concorrência pública, o Consórcio Rio Projetos 2016 – composto por Lopes Santos & Ferreira Gomes Arquitetos, MBM Serviços de Engenharia e DW Engenharia – desenvolveu os projetos básico e executivo da Arena de Handebol e das escolas.

A localização das escolas foi definida em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. Três beneficiarão estudantes da região da Barra. A primeira ficará perto do Parque Olímpico; a segunda, em um terreno na Avenida Salvador Allende; e a terceira, perto do Parque Carioca, onde será realocada parte dos moradores da comunidade Vila Autódromo. A quarta escola será montada em um terreno em São Cristóvão.

Serão reaproveitadas rampas e escadas pré-moldadas da arena para uso nos acessos e áreas de circulação; a estrutura do telhado da arena, composta por vigas metálicas e telhas com tamanho padronizado para a reutilização nos telhados; e os painéis de fechamentos internos e fachadas da arena para reutilização.

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