Poliana Okimoto fala sobre como superou o trauma na Olimpíada de Londres

Por Carolina Santos
‘Foi uma volta por cima’, afirma Poliana | Orlando Bento/ Divulgação

Eleita melhor atleta do ano pelo Comitê Olímpico Brasileiro, nadadora conquista o mundo após se livrar do trauma na Olimpíada de Londres, ano passado, quando sofreu uma crise de hipotermia durante uma prova:

 

Você foi da quase aposentadoria para o seu maior momento de glória no esporte [ouro na prova de 10km no Mundial de Barcelona]. O que sente quando pensa nisso?

Foi uma volta por cima muito grande. Saí de uma situação ruim e consegui construir uma nova história. Eu me sinto muito grata por tudo o que aconteceu neste ano, que foi o melhor da minha carreira. Espero ter momentos tão bons e até melhores do que em 2013.

 

O Brasil está se tornando uma potência em maratonas?

Antigamente, ninguém sabia quem era o Brasil. De certa forma, comecei a abrir as portas da modalidade dentro do país e, com isso, vieram mais nadadores, mais resultados. Agora, somos os campeões.

 

Você já falou em entrevistas que morria de medo do mar. Como superou esse bloqueio?

Hoje eu não tenho mais medo, mas antes eu tinha pavor. Eu colocava a cabeça na água e saía chorando. Foi aos poucos que fui perdendo. Não foi fácil, e muitas vezes eu não queria ir às competições, mas sabia que no mar era onde eu tinha mais talento. Acho que é a ironia da vida: onde eu tinha medo era onde eu tinha talento. A partir do momento que perdi o medo, passei a não pensar em mais nada. Já nadei até com leão marinho por perto e não aconteceu nada.

 

Por que a escolha de treinar um tempo na Itália?

A Itália é um dos melhores países na maratona aquática, então justamente por isso optei por ir para lá. A escola italiana é um pouco diferente da nossa, eles fazem um pouco mais de volume do que nós estamos acostumados aqui no Brasil. É tudo muito cultural, às vezes o estilo de treinamento deles não daria certo aqui e nem o nosso lá.

 

Nadar longas distâncias continuará sendo a sua prioridade em 2014?

Eu vou continuar mesclando piscinas com maratonas. Como no ano que vem não tem Campeonato Mundial, eu vou fazer o Circuito Mundial, que são oito etapas durante o ano todo, além do Circuito Brasil (Troféu Maria Lenk e José Finkel). Eu queria muito tentar fazer uma programação totalmente voltada para nadar os 800m e 1.500m, que são muito concorridos.

 

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