Nova diretoria da Lusa evita atrito com o Fluminense

Por fabiosaraiva

Se a permanência do Fluminense na Série A do Campeonato Brasileiro e o rebaixamento da Portuguesa, ambos por conta de decisão do STJD, despertaram protestos por parte da torcida da Lusa, a diretoria eleita evita atacar o clube carioca ao comentar o caso.

Por ter escalado o meia Héverton – que estava suspenso –, o time do Canindé perdeu quatro pontos, resultado que salvou o Tricolor da segundona. A Portuguesa alega que o atleta não constava como suspenso no sistema informativo da CBF na véspera da partida.

“Qualquer clube tentaria pegar essa carona. Não quer dizer que haja conflito. É uma postura oportunista [do Fluminense], mas legítima”, afirmou o vice-presidente jurídico Orlando Cordeiro, que tomará posse junto à nova diretoria no próximo dia 2.

O STJD julga o caso novamente na sexta-feira. Se o rebaixamento for mantido, a Portuguesa pode recorrer à Justiça comum para anular a decisão. Isso, porém, pode acarretar punições desportivas ao clube e à CBF – o que é previsto pela Fifa.

“Por parte de torcedores e associados, talvez vamos [entrar na Justiça comum]. Sempre que há um direito arranhado, há possibilidade de entrar na Justiça comum”, disse Cordeiro.

E a briga nos tribunais pode se arrastar para 2014. O Ministério Público de São Paulo já investiga supostas irregularidades no caso e violação ao Estatuto do Torcedor pelo STJD.

“Se existir alguma violação, aí sim vou instaurar um inquérito civil para ver se tem algum dano aos torcedores. Eles têm que saber quais são as regras da competição e como elas são aplicadas”, falou o promotor Roberto Senise Lisboa ao “ESPN.com.br”.

Ele se baseia no artigo 35 do Estatuto, que afirma que decisões do STJD têm de ser divulgadas no site da CBF, o que não ocorreu.

Torcedores da Lusa protestaram em São Paulo no sábado | Reginaldo Castro/Folhapress Torcedores da Lusa protestaram em São Paulo no sábado | Reginaldo Castro/Folhapress
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