Lyoto quer o cinturão e não descarta lutar com Spider

Por fabiosaraiva
O lutador Lyoto Machida, que mudou de categoria no UFC | Divulgação O lutador Lyoto Machida, que mudou de categoria no UFC | Divulgação

Lyoto Machida está em nova fase na carreira. Depois de ver a chance de retomar o cinturão dos meio-pesados (até 93kg) do UFC cada vez mais longe, o baiano radicado em Belém, no Pará, desceu de categoria. E a estreia do “Dragão” nos médios (até 84kg) não poderia ter sido melhor: nocauteou o amigo Mark Muñoz no fim de outubro com um chute na cabeça.

Ao Metro Jornal, Machida, 35 anos, 20 vitórias e quatro derrotas, fala do momento que vive, da luta contra o armênio Gegard Mousasi – em Jaraguá do Sul (SC),  dia 15 de fevereiro – e sobre o objetivo de ser campeão. Nem que, para isso, tenha de vencer o amigo Anderson Silva, que disputa o título dos médios contra o americano Chris Weidman no próximo dia 28.

 

Você já afirmou que não lutaria contra Anderson Silva. Caso ele retome o cinturão nos médios, pretende enfrentá-lo?

Primeiro eu preciso vencer a próxima luta, e o Anderson também. O próprio Anderson já deu declarações que não me enfrentaria e eu também. É muito difícil dizer, pois é algo que depende de uma série de fatores. Mas meu objetivo é o cinturão e vou buscá-lo.


Na sua estreia nos médios, você enfrentou Mark Muñoz. O quão difícil é enfrentar um lutador amigo? Há algum lutador com quem você não lutaria?

É sempre complicado enfrentar um amigo, um colega de treino. Nós somos funcionários do UFC e temos que ser profissionais.

 

Como se sentiu na nova categoria? Foi muito diferente de lutar entre os meio-pesados?

Me senti muito bem nos médios, apesar de ter cortado meu peso. A grande diferença é que me senti mais rápido e os lutadores são do meu tamanho [Lyoto tem 1,85m].

 

Você já disse também que quer enfrentar Vitor Belfort. Depois de lutar contra Mousasi, acredita que esse combate possa acontecer?

Agora estou focado na luta contra o Mousasi. Quem o UFC escolher como meu próximo adversário, está bom para mim. O que vier depois, vai depender muito do resultado em Jaraguá do Sul.

 

Hoje, você é um dos poucos lutadores do UFC, talvez o único, que têm o caratê como modalidade principal. O que isso traz de diferente no octógono?

É um estilo que proporciona maior controle do combate. É uma grande dificuldade para os adversários. Estou sempre treinando e me aperfeiçoando, pois sei que eles também me estudam para não serem surpreendidos.

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