Acredite se quiser, Galo tropeça em zebra marroquina

Por fabiosaraiva
A exemplo do que aconteceu com o Inter, derrotado pelo Mazembe em 2010, Atlético é eliminado na semifinal para o Raja Casablanca | Amr Abdallah Dalsh/Reuters A exemplo do que aconteceu com o Inter, derrotado pelo Mazembe em 2010, Atlético é eliminado na semifinal para o Raja Casablanca | Amr Abdallah Dalsh/Reuters

Para a torcida que se acostumou a gritar “Eu acredito”, parece inacreditável. O time mágico que levou a Libertadores conheceu o lado sombrio na Copa do Mundo de Clubes da Fifa, em Marrakesh, no Marrocos. Muito nervoso em campo, o Atlético-MG perdeu por 3 a 1 para o Raja Casablanca, na semifinal. Uma tragédia. Das enormes. Talvez a maior dos 105 anos de vida do Galo.

Quando a bola rolou, o  Atlético-MG fez o que se esperava dele: partiu para cima e tentou sufocar o time da casa. Apesar da boa marcação em Ronaldinho, o jogo mineiro fluía pelas pontas.

Foi pelos flancos que os atleticanos criaram a primeira boa chance. Aos 22 minutos, Lucas Cândido avançou pela esquerda e cruzou para Jô, um pouco desequilibrado, finalizar rente à trave.

Se era perigoso na frente, o Galo também passava sufoco atrás. Aos 35, Victor teve que fazer uma defesa milagrosa em chute à queima-roupa de Karrouchy. Os marroquinos se empolgaram e quase chegaram lá no finalzinho, com Moutaouali, em chute rasteiro que passou perto da meta atleticana.

Logo na volta do intervalo, porém, o Raja foi mais efetivo. Em rápido contra-ataque, a bola chegou até Iajour, que bateu cruzado na saída de Victor. Mas, aos 17 minutos, Ronaldinho mostrou todo seu talento na cobrança de falta e igualou o marcador.

Só que o Galo não manteve o ritmo. Pelo contrário, esbarrava no nervosismo e pouco conseguia criar, dando espaço para correria dos adversários.

Até que, aos 37, o caldo entornou. Em mais um contra-ataque do Raja Casablanca, o zagueiro Réver chegou atrasado e derrubou Iajour. Moutaouali cobrou com categoria para fazer 2 a 1.

Ainda tinha mais. No último lance, Moutaouali recebeu em outro contra-ataque, tentou encobrir Victor e a bola bateu na trave. No rebote, Mabide mandou para as redes para dar números finais ao duelo e enterrar de vez o sonho do Galo.

 

Atlético-MG – Victor; Marcos Rocha (Luan), Leonardo Silva, Réver  e Lucas Cândido (Alecsandro); Pierre, Josué (Leandro Donizete); Tardelli, Ronaldinho e Fernandinho; Jô. Técnico: Cuca

Raja Casablanca – Askri; El Hachimi, Adil Karrouchy, Mohamed Oulhaj e Benlamalem; Erraki, Guehi, Chtibi (Vivien Mabide) e Moutaouali; Iajour (Coulibaly) e Hafidi (Déo Kanda). Técnico: Nabil Maaloul

 

Análise: Eu não acredito –

Carro vendido pra pagar a passagem de avião, casamento adiado, pedido de demissão ao chefe cruzeirense. Todo esforço vale na hora de ver o Galo no Mundial de Clubes no Marrocos.

#Euacredito foi o grito de guerra da torcida na Taça Libertadores que mesmo em momentos difíceis viu no goleiro Victor a salvação nos pênaltis.

Mas e se o time não ajuda, joga mal e o sonho do Mundial vira pesadelo com uma derrota merecida para a zebra Raja Casablanca e sua enlouquecida e fanática torcida marroquina?

Ronaldinho Gaúcho, Tardelli e Jô estavam irreconhecíveis. O zagueiro Réver, que ainda sonha com a Seleção, mole demais e todas as divididas ganhas pelos raçudos africanos.

O choro rolou solto no estádio de Marrakesh com o apito do juiz e o 3 x 1 no placar. De um lado, alegria da contagiante torcida do Raja, feliz da vida com o feito de ser o primeiro time marroquino numa final de Mundial.

Do outro, a tristeza dos mineiros que tinham a convicção de pelo menos chegar à final contra o super favorito Bayern de Munique.

A decepção deve aumentar na longa viagem de volta ao Brasil. Por causa da gozação da torcida cruzeirense. E do carnê com as 12 prestações que faltam para pagar e serão lembradas até dezembro de 2014.

Eduardo Barão –  Âncora da BandNews FM, Eduardo Barão viajou para Marrocos a convite da Toyota.

 

 

 

1Esse deu trabalho.  Além de organizar as ações ofensivas do Raja Casablanca, o meia marroquino Iajour mostrou habilidade e frieza para abrir o placar no jogo de ontem, em Marrakesh, contra o Atlético-MG.   2Massa em Marrocos.  Se o Atlético-MG deixou a desejar em campo, nas arquibancadas a torcida representou bem o Galo, cantando durante todo o jogo e aplaudindo seu time após o apito final.  3Talento  de sempre.  Se não se destacou com a bola rolando, até pela forte marcação que sofreu, ao menos o meia Ronaldinho Gaúcho mostrou que ainda está com o pé calibrado nas cobranças de falta e deixou o jogo em 1 a 1. 1Esse deu trabalho.
Além de organizar as ações ofensivas do Raja Casablanca, o meia marroquino Iajour mostrou habilidade e frieza para abrir o placar no jogo de ontem, em Marrakesh, contra o Atlético-MG.
2Massa em Marrocos.
Se o Atlético-MG deixou a desejar em campo, nas arquibancadas a torcida representou bem o Galo, cantando durante todo o jogo e aplaudindo seu time após o apito final.
3Talento
de sempre.
Se não se destacou com a bola rolando, até pela forte marcação que sofreu, ao menos o meia Ronaldinho Gaúcho mostrou que ainda está com o pé calibrado nas cobranças de falta e deixou o jogo em 1 a 1.
Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo