Presidente do Fla vê tentativa de golpe contra a moral do futebol

Por Tercio Braga
Presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello | Alexandre Vidal/Fla Imagem Presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello | Alexandre Vidal/Fla Imagem

Na próxima segunda-feira (16), tanto Portuguesa quanto o Flamengo poderão perder quatro pontos no Brasileirão, tudo depende do resultado de um julgamento no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), que pode rebaixar o time carioca e a Lusa para a segunda divisão. Em entrevista para a Rádio BandNews FM Rio, Eduardo Bandeira de Mello, presidente flamenguista, disse que o rebaixamento da Lusa e do Fla seria uma tentativa de golpe.

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“O sentimento é de indignação por tudo que estamos vendo. Nós estávamos em um processo de tentativa de moralização e recuperação da credibilidade do futebol brasileiro, mas vemos agora uma tentativa de golpe contra princípios éticos e morais que regem o esporte. Independente do que seja decidido pelo STJD, o que acontece já é algo extremamente desagradável”, disse.

As supostas irregularidades seriam as escalações de André Santos (Flamengo) e Heverton (Portuguesa), que estariam suspensos e não poderiam ter entrado em campo contra o Cruzeiro e Grêmio, respectivamente.

Segundo Eduardo, não há razão para retirar os pontos dos times, pois as partidas não interferiram no resultado do campeonato, nem na definição dos rebaixados.

“Os jogadores foram escalados em jogos que foram praticamente amistosos. Ninguém se beneficiou das escalações deles. Foi tudo baseado na boa fé. Confio na decisão do STJD e temos que nos perguntar qual a definição de justiça desportiva. Um tribunal que merece esse nome deve trabalhar para que o resultado do campo prevaleça”, completou.

O presidente do Flamengo também rebateu uma declaração uma declaração dada por Paulo Schmitt, procurador geral do STJD, que disse considerar como falência da instituição judiciária a não perda dos pontos de Flamengo e Portuguesa.

“Nada obriga que haja aplicação de perda de pontos, mesmo que estejamos errados. Podem multar ou advertir. Para mim, a falência da justiça desportiva é quando outros interesses se sobrepõe aos interesses esportivos. Temos que dar exemplo. Que imagens queremos passar, neste momento em que todos os olhos estão voltados ao Brasil, ao mundo? Queremos passar que o mundo é dos espertalhões?”, concluiu.

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