Odebrecht rebate Ministério sobre horas de trabalho de operário

Por Tercio Braga
Queda do guindaste causou a morte de dois operários | Paulo Whitaker/Reuters Queda do guindaste causou a morte de dois operários | Paulo Whitaker/Reuters

A Odebrecht, construtora responsável pelas obras da Arena Corinthians, rebateu o relatório do Ministério do Trabalho e Emprego de São Paulo, que destacou que o operador de guindaste, José Walter Joaquim, trabalhava há 18 dias sem folga e fazia horas extras frequentemente. O operário foi morto, junto com outro companheiro, no último dia 27 de novembro, após a queda do guindaste, que danificou parte do estádio.

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“Durante o período relatado pelo Superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego de São Paulo, o operador do guindaste ficou, na maior parte do tempo, em área designada aguardando a liberação da peça para o içamento. No domingo que antecedeu o ocorrido, o operador não trabalhou”, esclareceu a construtora em nota oficial nesta terça-feira.

“O referido equipamento de grande porte foi contratado para a realização dos grandes içamentos da estrutura metálica da cobertura da arena, sendo que esses trabalhos nunca são contínuos”.

Uma equipe do ministério realizou nesta terça-feira, uma vistoria nas obras do estádio que será palco da partida de abertura da Copa de 2014 para verificar as condições oferecidas aos trabalhadores. A equipe também examinou os nove guindastes interditados desde o dia do acidente.

A liberação do trecho interditado das obras, só será possível depois da retirada do guindaste envolvido no acidente, o que deve acontecer até o próximo dia 16. O laudo que apontará as causas do acidente não tem data prevista para ser emitido.

Guindastes começam a ser vistoriados

Os nove guindastes da obra do Itaquerão começaram a ser vistoriados por fiscais do Ministério do Trabalho. A previsão é de que oito guindastes voltem a funcionar até segunda-feira. O equipamento envolvido no acidente deve ser retirado do estádio de abertura da copa, em são paulo. Dois operários morreram na queda que aconteceu na semana retrasada.

O ministério do trabalho também verificou os cartões de ponto dos funcionários e constatou que o homem que operava o guindaste trabalhava sem folga havia dezoito dias.

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