Palmeiras garante retorno à elite após 0 a 0 com o São Caetano

Por Tercio Braga
O Palmeiras atuou com o verde-amarelo lembrando a seleção, enquanto o São Caetano jogo com o azul-e-branco da Itália | Daniel Guimarães/Frame/Folhapress O Palmeiras atuou com o verde-amarelo lembrando a seleção, enquanto o São Caetano jogo com o azul-e-branco da Itália | Daniel Guimarães/Frame/Folhapress

O Palmeiras entrou em campo vestido de seleção brasileira para enfrentar o São Caetano, com seu tradicional azul Itália. Os torcedores lotaram o Pacaembu com a expectativa de ver uma exibição de gala do time canarinho, afinal, valia o acesso para a Série A.

O mais delirante da arquibancada poderia até sonhar com um revival do tricampeonato de 70, com Valdivia comandando a festa. Mas o que se viu durante os 90 minutos foi para deixar o pessimista das cadeiras numeradas ressabiado com o que pode acontecer com o clube em 2014, no seu centenário. Mais parecia o futebol burocrático do tetra, de 1994.

Mas o que importa para este sábado é que um empate sem gols e sem graça, levou o Verdão aos 69 pontos e garantiu o acesso para a elite do futebol brasileiro com seis rodadas de antecedência.

Apesar de não encher os olhos dos palmeirenses, a equipe comandada por Gilson Kleina trilhou um caminho tranquilo rumo à primeira divisão. Liderou quase que de ponta a ponta a Série B e agora inicia a contagem regressiva rumo ao título. O Palmeiras abriu 19 pontos para o Icasa, quinto colocado e tem nove de vantagem para a Chapecoense, vice-líder.

Com a bola rolando, a principal chance de gol do Palmeiras, ainda no primeiro tempo, foi atrapalhada pelo juiz.

A festa antes de a bola rolar foi maior que depois, quando muitos torcedores vaiaram a apresentação do time. Ídolos do passado como Ademir da Guia, Evair, Edmundo e Marcos entregaram a camisa amarela usada pela equipe na partida – uma homenagem ao time do Palmeiras que representou a seleção brasileira em um amistoso contra o Uruguai, em 1965.

Preocupado em fazer uma boa apresentação para os torcedores, o time do Palmeiras se mostoru tenso no início da partida. Aos 39, aconteceu a principal chance de gol da equipe e o lance mais polêmico. Valdivia encontrou Alan Kardec na área. O atacante tentou driblar o goleiro e foi derrubado. O árbitro assinalou pênalti. Mesmo com a bola nos pés de Vinicius, que tinha a chande de marcar.

No entanto, o auxiliar de linha de fundo, informou que o goleiro tocou primeiro a bola e o árbitro Seneme cancelou sua marcação. Os palmeirenses ficaram revoltados.

Na etapa final, o Alviverde continuou com dificuldades para abrir o marcador e as principais chances pararam nas mãos de Rafael Santos, goleiro revelado pelo Corinthians.

O torcedor, que chegou ao Pacaembu fazendo festa, começou a perder a paciência. Antes do final do jogo, muitos deixaram o gramado. Outros, que esperaram até o fim, vaiaram o acesso.

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