Documentário sobre o fim do jejum do Palmeiras terá 93 minutos

Por Tercio Braga
Zinho foi um dos heróis do título de 1993| Reprodução Zinho foi um dos heróis do título de 1993| Reprodução

Dia 26 de novembro de 2011. Pela primeira vez em oito anos, um grupo de nove jogadores se reuniu para um churrasco, a convite da produção do documentário “12 de Junho de 1993 – O Dia da Paixão Palmeirense”. Alguns torcedores participaram do encontro, entre eles o jornalista Joelmir Beting, exatamente um ano antes de sua morte.

Zinho, Sérgio, Antonio Carlos, Tonhão, César Sampaio, Evair, Jean Carlo, Alexandre Rosa e Cláudio Guadagno contaram em detalhes como foi a campanha que tirou o Palmeiras de uma fila sem títulos iniciada em 1976. Trocaram confidência, choraram e reencontraram velhos amigos.

Os depoimentos gravados naquele dia serviram de espinha dorsal para o filme que, pronto, ficou com a duração de exatos 93 minutos – uma referência ao ano em que o Palmeiras derrotou o Corinthians por 4 a 0 na decisão do Campeonato Paulista de 1993. Mas é apenas o pontapé inicial de um roteiro ambicioso.

O jornalista Mauro Beting e o cineasta Jaime Queiroz, diretores e roteiristas do longa, mostraram um “teaser” do produto final durante uma palestra do ex-goleiro Marcos, do presidente Paulo Nobre e do executivo de futebol José Carlos Brunoro para jovens empreendedores. O filme está pronto e pegou de surpresa quem achava que se trata de um documentário limitado aos jogos contra o Corinthians.

“O filme começa falando da fila de 16 anos e chega até o final. É uma tragicomédia italiana palestrina com os bons e maus momentos sob um olhar bem humorado”, disse Beting. Em “12 de junho” estão as finais frustadas contra o Guarani (Brasileiro de 1978) e contra a Internacional de Limeira (Paulista de 1986). Entram também grandes “vexames”, como as derrotas para o CV de Jaú (85), Bragantino (89) e Ferroviária (90).

Personagens deste período também foram ouvidos e estão na edição final de um material que, no primeiro corte, tinha três horas de duração. O lateral-esquerdo Denys, o goleiro Martorelli, o meia Jorginho e até o zagueiro Darinta (que se tornou símbolo do pior Palmeiras nos anos 80) foram entrevistados.

Por outro lado, o volante Dudu, o atacante Leivinha e o ídolo Ademir da Guia falam dos tempos de glória e também das vacas magras alviverdes.

A preocupação da dupla de diretores foi fazer “um documentário que não é chapa branca, mas sim chapa alviverde”. Isto significa ser o mais fiel possível à regra do bom jornalismo de ouvir todos os lados envolvidos. Sobre a decisão de 1993, foi difícil convencer corintianos a darem depoimentos para o jogo. Viola (autor da comemoração ‘gol porco’), o goleiro Ronaldo e o meia Neto não quiseram falar.

O único atleta alvinegro que topou dar o testemunho foi o atacante Paulo Sérgio, que participou de um dos lances mais comentados da última final: uma entrada desleal de Edmundo que sequer recebeu cartão amarelo. Edmundo fala sobre esta jogada. O juiz José Aparecido de Oliveira também foi entrevistado sobre este e outros lances.

Vários palmeirenses contribuíram para a produção. Simoninha fez a trilha sonora. Uma coincidência: Wilson Simonal – pai do músico palestrino – cantou na festa do título do Palmeiras em 1974, quando a final foi jogada contra o Corinthians.

O documentário “12 de Junho de 1993 – O Dia da Paixão Palmeirense” estreia em novembro. Jaime Queiroz acha que a possibilidade do filme entrar em cartaz ao mesmo tempo em que o time volta à Série A do Campeonato Brasileiro, é uma feliz coincidência: “Este é um filme de resgate, que mostra como o Palmeiras é forte. Ele já passou e superou momentos difíceis”, disse.

Confira o teaser do documentário:

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