Um ano de Gilson Kleina

Por Carolina Santos
Kleina foi a aposta para salvar time em 2012 | Levi Bianco/ Brazil Photo Press/ Folhapress Kleina foi a aposta para salvar time em 2012 | Levi Bianco/ Brazil Photo Press/ Folhapress

Queda

Em setembro do ano passado, o Verdão agonizava na Série A, com o rebaixamento iminente. Felipão deixou o clube, que decidiu apostar em Kleina, que se destacava no comando da Ponte Preta. O técnico conseguiu uma reação imediata, mas sobreu com baixas na equipe e acabou amargando a queda.

 

Continuação

O descenso, porém, não foi motivo para a troca de treinador. Paulo Nobre foi eleito presidente do Palmeiras em janeiro, mas manteve Kleina – que havia assinado contrato até o final de 2013. O treinador, no entanto, viu seu elenco ser muito modificado, especialmente pela saída de Barcos. Outros nomes chegaram, já com o Paulistão em andamento

 

Morre-morre

Uma das maiores críticas que o treinador sofre da torcida é a ineficiência em duelos mata-mata. Ainda em 2012, o Verdão de Kleina foi derrotado na Sul-Americana para o Millonarios (COL). Este ano, foram mais três fracassos em confrontos eliminatórios: para o Santos no estadual, Tijuana (MEX) na Libertadores e Atlético-PR na Copa do Brasil.

Além disso, o torcedor não se esquece da goleada vexatória sofrida para o Mirassol por 6 a 2, ainda no Paulista. A derrota histórica, porém, é citada pelo técnico como um divisor de águas.

 

Nova vida

O ressurgimento do alviverde foi realmente consolidado após a parada dos campeonatos para a Copa das Confederações. Neste intervalo, muitos atletas melhoraram suas condições físicas. O time cresceu e passou a dominar a Série B – hoje é líder isolado com 52 pontos. Assim, Kleina consolida sua produtividade. Em 2013, o Verdão somou 100 dos 159 pontos que disputou (ou 62,89%).

 

Seleção do Verdão

Henrique é convocado para a Seleção Brasileira | Jared Wickerham/GettyImages Henrique é convocado para a Seleção Brasileira | Jared Wickerham/GettyImages

O sucesso fez palmeirenses serem lembrados para suas seleções. Reflexo do trabalho de Kleina e motivo de orgulho para torcida e diretoria. Dois foram para a principal, Leandro e Henrique, e um na olímpica, Vinicius. Eguren está na uruguaia e Valdivia retornou para a do Chile. “Muitos diziam que não teríamos visibilidade por estar na Série B”, orgulhou-se Kleina.

 

Incerteza

Apesar de já ter praticamente assegurado o acesso em 2014 – ano em que o Palmeiras completa 100 anos e inaugura seu novo estádio – Kleina não sabe se permanecerá. Com contrato até o final do ano, o técnico convive com sombras como a de Vanderlei Luxemburgo, que  teve seu nome ventilado para substituí-lo.

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