O jogo interior deste Santos

Por talita

odir-cunhaAs palavras saem pausadas, pensadas, eternas. Impossível não refletir após cada frase de Timothy Gallwey, o gênio instintivo que escreveu o best seller mundial Inner Tennis, ou “O jogo interior de tênis”, e com quem passei a manhã de ontem alinhavando ideias para o livro “Inner Football”, a ser lançado no ano que vem.

De tudo que ouvi do mestre que espalhou seu método e sua visão do esporte e da vida para outras áreas, guardei um conceito fundamental: de que o grande objetivo do esporte não é vencer, mas transformar.

A ousadia de criar novas realidades, de estremecer as estruturas vigentes, foi o ponto comum entre todos os grandes times que o Santos formou, e por isso o que mais ofende o santista não é a derrota, mas a falta de coragem. Lembro-me de Coutinho dizendo: “Não importa onde jogasse,  o Santos sempre dominava”.

Perguntei a Tim Gallwey por que times que jogam em casa atacam e os que atuam fora se defendem, se as dimensões do campo são as mesmas, há árbitros para manter a ordem e a torcida não pode invadir o campo… Ele sorriu e anotou a questão, para um estudo mais apurado.

Enquanto cada jogador do Santos não entender as regras de seu jogo interior, enquanto não sacudir suas inseguranças e crescer como indivíduo, esse time será apenas mais um entre tantos, sem a predestinação que levou outros Santos a dominar sempre, onde quer que jogasse.

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