Diretor defende punição para envolvidos em briga e diz: "Oruro é caso isolado"

Por talita

Após a identificação de dois torcedores que estiveram presos na cidade boliviana de Oruro no meio da briga com a torcida do Vasco no último domingo, o diretor de futebol do Corinthians afirmou na noite de quinta-feira que os dois episódios são independentes. Roberto de Andrade diz que houve uma injustiça no caso da morte de Kevin Espada, mas não defende os envolvidos na confusão do estádio Mané Garrincha.

“Eu enxergo como dois episódios. A gente defendeu e brigamos para que fossem soltos os presos lá de Oruro, porque o menino aqui já tinha declarado culpa, e os 12 que estavam presos eram inocentes naquele caso. Então não se pune inocentes. Não adianta você prender quem não fez, isso é injusto”, explicou Andrade, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

“Esse caso de Brasília é completamente diferente. Eles se envolveram em uma briga, a televisão mostrou exatamente como foi, como começou e acabou. Isso a gente fica triste. Mas o caso de Oruro foi um caso isolado, que a gente até defendeu a libertação”, prosseguiu o dirigente.

Por conta da briga, o Corinthians pode ser punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) com perda de mando de campo em até dez partidas ou ter de jogar com portões fechados. A Gaviões da Fiel, maior torcida organizada do time, deve ser multada e corre o risco de ser extinta pelo Ministério Público.

“A gente fica chateado com isso. Eu não gosto de ver briga. Estamos no século XXI e isso já tinha que ter acabado. O estádio é bonito quando a gente vê um monte de família e criança. Isso é ruim, pois vai afastando as pessoas que gostam do futebol, que saem em um domingo de calor, com a família e com os filhos para assistir”, lamentou o cartola.

“Esse pessoal vai no intuito de brigar. Mas já que foram identificadas as pessoas, por que não se pune? Tem que punir, não tenho duvida. A gente generaliza, ‘é o torcedor’, não é assim. A gente tem o Pacaembu com 30 mil pessoas, mas não podemos falar que 30 mil vieram para brigar ou para arruaçar. Pode até ter meia dúzia, três ou quatro, que vêm com essa intenção. Por isso que eu digo: identifica e resolve”, concluiu Andrade.

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