Ministério Público vai solicitar multa e dissolução da Gaviões

Por Tercio Braga
| Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians O MP já pediu, em 2012, a extinção da Gaviões | Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Após a briga protagonizada com a Força Jovem do Vasco no estádio Mané Garrincha, no último domingo, a Gaviões da Fiel pode ser dissolvida por decisão do Ministério Público. Caso uma medida mais branda seja tomada, a torcida organizada do Corinthians pode receber uma nova multa no valor de R$ 30 mil.

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Em entrevista coletiva, o promotor de justiça do consumidor Roberto Senise Lisboa explicou que o pedido de dissolução pública da uniformizada aconteceria pela segunda vez, pois já ocorreu em 2012.

“Faremos o pedido da multa de R$ 30 mil. Além disso, a Promotoria vai investigar todos os ocorridos para propor uma ação civil pública que proponha uma dissolução social, como já foi feito. A primeira ação está em curso pelos eventos de tumulto da Gaviões e Mancha no terminal Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo”, disse Lisboa.

A dissolução da torcida aconteceria por conta do descumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela torcida alvinegra em 2011 com o MP de São Paulo e com o Ministério do Esporte, envolvendo aproximadamente 50 organizadas de diversos clubes.

Antes, a Gaviões havia descumprido o acordo ao protagonizar um conflito com torcedores da Mancha Alviverde, do Palmeiras, na Zona Norte de São Paulo, deixando dois torcedores alviverdes mortos. Por conta do ocorrido, a torcida corintiana recebeu a mesma multa de R$ 30 mil, que ainda não foi paga porque a entidade entrou com recurso na Justiça.

“Sem a ajuda das torcidas organizadas para que haja delação dos responsáveis, fica muito difícil. Impera uma lei do silêncio”, lamentou o promotor para quem a dissolução da Gaviões da Fiel não extinguiria a torcida organizada, que “renasceria” com outro nome e razão social.

Torcedores identificados serão investigados no DF

Dois torcedores do Corinthians foram identificados no meio da confusão em Brasília e serão indiciados criminalmente no Distrito Federal. Raimundo César Faustino, o Capá, é vereador em Francisco Morato, e Leandro Silva é um dos doze torcedores que passaram cinco meses presos em Oruro, na Bolívia, por conta da morte de Kevin Espada. Os dois foram impedidos pela Federação Paulista de entrar nos estádios de São Paulo por 90 dias.

Com relação à Torcida Jovem, do Vasco, a decisão de punção cabe ao do MP do Rio de Janeiro.

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