A felicidade é cíclica

Por fabiosaraiva

odir-cunhaO futebol, assim como a vida, é cíclico. Quem entende esse preceito sofre menos nos períodos caóticos, pois sabe que o amanhã sempre vem. Três semanas depois do momento trágico em que o mundo riu do Santos, é possível, sim, viver um dia de orgulho.

É desafiante vestir a camisa do Glorioso Alvinegro Praiano e sair pelas ruas de São Paulo, como fiz ontem, talvez só para provar que nem tudo é como muitos querem que seja e de que sempre haverá pessoas com exigências, caráteres e gostos diferentes.

Por mais equívocos dos homens que o dirigem, por mais ganância e sordidez de quem se aproxima do futebol para tirar proveito, sempre prevalecerá o sonho do menino que, acima das regras e dos contratos, vê na bola a parceira ideal no caminho para o sonho, o prazer e a felicidade.

Quem não entender essa ligação atávica do Santos com o sonho que se renova, não poderá compartilhar plenamente esse amor. Se você é um dos escolhidos, convido-o a demonstrar sua alegria neste sábado, no jogo contra o Vitória, na Vila Belmiro. Com ingressos a dez reais, não há desculpa para sofrer. E os meninos, de idade ou coração, merecem o seu carinho.

Odir Cunha é jornalista multimídia com 38 anos de experiência, dois prêmios Esso e três da APCA. Escritor com 21 livros publicados, 10 deles sobre o Santos, é editor da Editora Magma Cultural, editor de conteúdo do Museu Pelé e dono do blog http://blogdoodir.com.br/

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