Pensão da dona Georgina

Por fabiosaraiva

odir-cunha
Quando chegavam a Santos, jogadores vindos de outras cidades ficavam hospedados na Pensão da Dona Georgina. Pelé, Dorval, Coutinho dividiam os quartos e a mesa de refeições. Que festa! Pois hoje o Santos virou uma pensão, mas não tão alegre e cheia de craques como a da dona Georgina. Virou uma bagunça que está mais para uma Casa da Mãe Joana.

Léo convoca entrevista coletiva para dizer que não jogará mais na lateral; Edu Dracena consegue patrocínio de camisa e agora dá dura nos companheiros, na torcida e, segundo dizem, escala o time. Como recheio de sanduíche, o técnico Claudinei Oliveira, que está no cargo pelo bom trabalho nas categorias de base, aborta o plano de renovar  a equipe e dança conforme a música.

O time de meninos que a diretoria de futebol e a comissão técnica enviaram para Catalão com a “missão” de perder do Crac, foi o último a conseguir uma vitória para o Santos, dia 24 de julho. Oito garotos vindos da base venceram naquela noite por 2 a 0, coisa que os “titulares” não haviam conseguido na Vila Belmiro. Era a deixa para Claudinei iniciar a renovação, mas lhe faltou segurança e, provavelmente, apoio da diretoria para dar o passo tão esperado.

Com as contratações de Thiago Ribeiro e, provavelmente, de Renato Abreu, cristaliza-se a opção por um time mais experiente, porém limitado, medíocre mesmo, que vai apenas se esforçar para permanecer na Série A. O sonho de ver novos Meninos da Vila criando jogadas e vitórias de sonho terá de ser adiado. Ao menos até que alguém coloque ordem no galinh…, digo, na pensão.

Odir Cunha é jornalista multimídia com 38 anos de experiência, dois prêmios Esso e três da APCA. Escritor com 21 livros publicados, 10 deles sobre o Santos, é editor da Editora Magma Cultural, editor de conteúdo do Museu Pelé e dono do blog http://blogdoodir.com.br/

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