Parte do dinheiro de jogos da Seleção ia para presidente do Barça, diz jornal

Por Tercio Braga
Rosell fechou vários acordos com a CBF na época que era representante da Nike | Albert Gea/Reuters Rosell fechou vários acordos com a CBF na época que era representante da Nike | Albert Gea/Reuters

De acordo com denúncia publicada na edição desta quinta-feira do jornal “O Estado de São Paulo”, parte do dinheiro pago à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) referente aos amistosos da Seleção Brasileira nunca chegou ao Brasil. O dinheiro era desviado para os Estados Unidos e caía em contas em nome do presidente do Barcelona, Sandro Rosell.

Segundo a publicação, que assegura ter os documentos exclusivos, a ISE, empresa responsável por organizar os amistosos da Seleção, recebia cerca de US$ 1,6 milhão como lucro de cada partida. Deste montante, porém, apenas US$ 1,1 milhão era repassado à CBF. O restante, cerca de US$ 500 mil, não era contabilizado.

Os documentos mostram que pelo menos US$ 450 mil foram parar em contas de uma empresa de propriedade de Sandro Rosell. Outro documento, referente à realização de outros 24 amistosos, mostrava o pagamento de quase US$ 11 milhões para a mesma empresa dos EUA. Novamente o valor desviado foi de aproximadamente US$ 450 mil por cada partida.

Sandro Rosell mantinha amizade com o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Os dois fecharam vários acordos comerciais quando o atual dirigente do Barça representava a Nike no Brasil. O espanhol chegou a ser investigado por irregularidades na organização do amistoso da Seleção com Portugal realizado em 2008, em Brasília.

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