Balanço nulo

Por Carolina Santos

cleber-andersonDepois do ostracismo do governo municipal no fomento à bicicleta como meio de transporte – desde a fundação de nossa cidade, absolutamente nada havia acontecido – , tivemos na gestão anterior a quebra desta inércia.

Ainda com muita lentidão e erros, começamos finalmente a ter um pouco da recompensa pelo fato de deixarmos nossos carros na garagem e “ganhamos” as primeiras obras decentes de infraestrutura para os ciclistas circularem com dignidade e segurança como o trecho da ciclovia da avenida Faria Lima, o início da sinalização das ciclorrotas e a ciclovia do rio Pinheiros, esta última graças à CPTM.

Fora a atual campanha de conscientização na TV, nada aconteceu no governo Haddad. Quando ele assumiu, pressionamos logo de cara para que o progresso não deixasse de evoluir. Era só dar continuidade ao trabalho que vinha sendo feito.

Na época da posse, precisou da intervenção de seu filho para que ele nos ouvisse.Mas parece que Haddad não o escutou. Deixamos passar esse primeiro semestre esperando pela reorganização da nova gestão, mas tudo o que estava para acontecer, pelo jeito, vai continuar no fundo das gavetas como a tão falada ciclovia da avenida Eliseu de Almeida, a continuação decente da ciclovia da avenida Faria Lima, a adequação de todas as pontes das marginais para pedestres e ciclistas.

Deu para notar que a atual administração não tem a mínima visão de como as bicicletas podem mudar para muito melhor esta cidade, a exemplo de Nova York e Bogotá, onde em apenas uma única gestão a vida essas cidades mudaram para muito melhor. Não perceberam que a população quer e gosta de pedalar e iria facilmente de bicicleta para o trabalho. Não perceberam que no Brasil passam a circular 300 mil carros novos a cada mês (com zero de IPI) e não há mais espaço para eles. Nós, ciclistas, pagamos o tal imposto.

Nossas cabeças estão à disposição. Esperamos que não para serem caçadas numa manifestação, mas para ajudá-los a pensar.

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