Pato corneta Tite e diz que está se adaptando ao Timão

Por Carolina Santos

Após marcar um dos gols do Corinthians na vitória por 2 a 0 contra o Vitória, no domingo, Alexandre Pato concedeu entrevista coletiva no CT Dr. Joaquim Grava na manhã desta segunda-feira, após o treino regenerativo dos titulares. Artilheiro do time no Brasileirão com quatro gols, o camisa 7 falou sobre a sua evolução dentro do clube e negou que, após sete meses de trabalho, ainda não tenha deslanchado por falta de interesse.

“Para chegar ao topo é precisa ter sequência. Em todo momento que tenho, tento demonstrar meu futebol. Não é falta de vontade, mas tenho 23 anos. Tenho que aprender, estou com um treinador sensacional, que tem me ajudado, mas tenho 23 anos, tenho que aprender muito ainda. O professor Tite tem me ajudado, os auxiliares também, não é que falta vibração, é que tenho que aprender, a como a chutar, como cabecear bem. Tenho aprendido muito e isso me ajuda a crescer como jogador. Fico feliz por ter encontrado esse grupo que tem me ajudado bastante”, afirmou ele.

Entre as instruções dadas pelo treinador, estão orientações quanto ao encaixe ao esquema, que exige que o atacante marque quando joga pelas beiradas. Diante do clube baiano, porém, jogou de centroavante, já que Paolo Guererro serve a seleção peruana.

“No período que joguei no Milan era diferente, não precisava marcar até onde precisam aqui (no Corinthians). Ele (Tite) tem me dado conselhos, estou tentando fazer e já fiz muito bem, estamos crescendo, trabalhando”, destacou.

Fala muito!

Nas últimas entrevistas coletivas, o técnico Tite tem defendido a evolução do jogador, mas destaca que é um jogador diferente de Guererro, que prefere receber a bola em profundidade. “O professor está falando muito, não pode falar o ponto forte (risos)”, cornetou.

“Mas gosto de bola de profundidade, pela velocidade, mas se precisar eu faço o pivô. Meu ponto forte é a velocidade quando tem espaço para fazer movimento. Estava falando com o Silvynho (auxiliar), quando cheguei na Itália não sabia fazer movimento, aí Seedorf e Pirlo me falaram: ‘Dá o passe e corre.’ Fui aprendendo, acabava o treino e ficava fazendo o movimento. Aos poucos vamos nos entrosando e está muito bom, aos poucos vão entendendo o meu jogo”, destacou, sobre os colegas.

Na semana passada, o gerente de futebol Edu Gaspar afirmou que achava natural um período de seis a sete meses para que o jogador se adaptasse. A partir de agora, porém, ele também espera que as coisas melhorem.

“Cheguei e o Corinthians tinha ganhado tudo, então estou me adaptando a eles. Tem jogadores aqui que jogam juntos há três anos, então não é fácil chegar num clube que tem jogadores que jogam juntos assim. É preciso conhecê-lo fora, fazer amizades, para que na hora do jogo você possa estar entrosado”, finalizou ele.

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