Esporte - Helio Castroneves

Por Carolina Santos
Helio Castroneves/Divulgação Helio Castroneves/Divulgação

Bom dia, galera! Hoje estou aqui nos Estados Unidos cumprindo a agenda do Team Penske, mas já na quinta-feira estarei no Brasil para participar, no domingo, da etapa de Ribeirão Preto da Stock Car. Estou muito feliz pela oportunidade de correr na cidade onde cheguei aos dois aninhos de idade e só saí quando iniciei minha carreira internacional. Isso ocorre graças ao convite da Raízen e da Andreas Mattheis Motorsport para integrar o time da Shell Racing, ao lado dessas super pilotos, que são o Valdeno Brito e o Popó Bueno. Não vejo a hora de acelerar numa pista que, confesso a vocês, só vou conhecer quando chegar aí. Mas isso não vai ser problema porque se trata de um traçado novo e novidade para todo mundo. No fundo, talvez eu até tenha “alguma vantagem”, pois já devo ter passado de carro algumas vezes pelo local quando eu tinha uma Saveirinho e rodava Ribeirão Preto pra cima e pra baixo. Quem sabe não sobrou alguma lembrança na memória, mesmo isso sendo coisa do século passado?

E o legal disso tudo é que vou curtir essa estada no Brasil mais líder ainda do IZOD IndyCar Series. O 6º lugar que consegui na corrida de Mid-Ohio, realizada no domingo, permitiu que eu me mantivesse na frente da pontuação pela nona prova consecutiva e agora com 31 pontos na frente do Scott Dixon. Mas, pessoal, vou ser honesto com vocês, se alguém me dissesse isso antes da corrida, realmente, eu ia dar um sorrisinho “amarelo” e pensar que o cara não estava batendo bem. Vocês sabem que sempre penso positivo, na base do limão e da limonada, Mas os problemas foram tantos no Qualifying que estava difícil imaginar um quadro tão positivo largando em 15º.

Só que é aquela história, manter a calma e o bom humor quando tudo está indo bem é fácil, quero ver continuar assim quando as coisas viram de cabeça para baixo. Mas é justamente nos momentos mais críticos que o Team Penske faz uma enorme diferença. Trabalhamos duro para modificar tudo o que foi necessário no meu carro, adotamos uma estratégia pra lá de ousada e, na corrida, andei com a “faca nos dentes” em todas as 90 voltas da corrida. Nas voltas finais, quem estava “babando” na minha traseira tentando me passar era justamente o Scott, que está doidinho para pegar o meu lugar na liderança do campeonato. Obviamente que ele e vários outros pilotos estão com chances muito boas de lutar pelo título, mas eu estou forte na parada e, como diz aquela música, “pode vir quente que eu estou fervendo.”

É isso aí, pessoal. Obrigado pela torcida e na semana que vem volto aqui pra falar da corrida na minha casa e dos meus próximos passos na Indy. Valeu e vamos que vamos!

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