Últimos cinco torcedores são liberados em Oruro

Por Tercio Braga

A Justiça boliviana, por meio do juiz Julio Guarachi, decidiu liberar os cinco torcedores do Corinthians que ainda estavam presos na cidade de Oruro, na Bolívia. Reginaldo Coelho, Leandro Silva de Oliveira, José Carlos da Silva Júnior, Marco Aurélio Nefreire e Cleuter Barreto Barros já deixaram o presídio e devem chegar a São Paulo neste fim de semana.

A liberação do quinteto já era esperada desde a última semana, quando o Ministério da Justiça do Brasil conseguiu viabilizar a negociação entre os torcedores presos e a família do jovem Kevin Espada, morto em fevereiro deste ano ao ser atingido por sinalizador. A Justiça da Bolívia emitiu um relatório conclusivo sobre a doação de 50 mil dólares feita pelo Timão. Isso acabou sendo fundamental para a liberdade do quinteto.

Em junho, sete dos 12 presos já haviam sido libertados (Tiago Aurélio dos Santos Ferreira, Danilo Silva de Oliveira, Tadeu Macedo Andrade, Rafael Machado Castilho Araújo, Fábio Neves Domingos, Hugo Nonato e Clever Souza Clous).

Menor denunciado

Ainda em junho, a Justiça da Bolívia anunciou a inclusão de um jovem brasileiro de 17 anos, residente em São Paulo, no processo da morte do garoto Kevin Espada, de 14 anos, que manteve presos os torcedores do Corinthians.

Identificado como H.A.M., o jovem se entregou à Vara da Infância e da Juventude dias depois da tragédia no jogo entre o Timão e o San José, pela Copa Libertadores. Em seu depoimento, confessou ser o responsável por lançar o sinalizador que matou o garoto.

Nota oficial do Corinthians:

A felicidade da conquista de um título. Desta forma, o Sport Club Corinthians Paulista recebeu, nesta sexta-feira (02), a confirmação da liberação dos últimos cinco cidadãos brasileiros – e torcedores corinthianos –, que estavam presos na cidade de Oruro, na Bolívia, desde 20 de fevereiro.

A libertação dos presos coroa a parceria entre o Corinthians e o Ministério da Justiça, que trabalharam de forma coordenada e conjunta para que a liberdade pudesse ser concedida o quanto antes.

Desde o dia da prisão até hoje, a direção do Corinthians, na pessoa do presidente Mário Gobbi, trabalhou diariamente para que a liberdade fosse concedida o mais breve possível e respeitando a diplomacia Brasil-Bolívia e com respeito às leis locais.

Ao longo dos mais de cinco meses, o presidente e o secretário geral Ronaldo Ximenes viajaram a Brasília-DF para realizar reuniões com José Eduardo Cardozo, Ministro da Justiça, e Antônio de Aguiar Patriota, Ministro das Relações Exteriores; receberam os familiares dos brasileiros detidos no Parque São Jorge; mantiveram contatos diários com os dois ministérios citados. Durante o período, o Sport Club Corinthians Paulista também teve o apoio do eterno presidente Andrés Sanchez para reforçar a sua atuação.

Cumpre esclarecer que a doação do Corinthians à família do jovem Kevin Espada no valor de US$ 50 mil, aprovada em diretoria, não possui qualquer vínculo com a libertação dos reclusos. Tratou-se apenas de uma ajuda humanitária para a família, sem participação de representantes da justiça boliviana.

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