Com a Libertadores, Atlético-MG põe fim a jejum de títulos de expressão

Por Carolina Santos

Até o final da noite da quarta-feira, o último título importante do Atlético-MG foi em 1971, quando o clube conquistou o Campeonato Brasileiro. O gigantesco jejum de 42 anos acabou em grande estilo, com a inédita conquista da cobiçada Taça Libertadores da América, ao superar o Olimpia (PAR), na disputa de pênaltis, em um Mineirão completamente lotado.

Mas não foi apenas o Galo que lavou a alma com a conquista. Nomes de destaque na campanha vitoriosa também marcaram a redenção.

Ronaldinho Gaúcho é, sem dúvida, o maior exemplo. O meia chegou desacreditado a Belo Horizonte no ano passado, depois de deixar o Flamengo de maneira conturbada.

Campeão continental, o craque desabafou: “Todo mundo dizia que eu estava acabado, que aqui era time de renegados. Quero ver falarem algo agora.”

Outro que conseguiu exorcizar o estigma de fazer bons trabalhos mas de ser azarado nas decisões  foi o técnico Cuca.

“Diziam que o Atlético é sofrido, é azarado. E eu também. Agora quebramos isso aí, não tem mais azar. Não tem mais azar de p… nenhuma”, disse o treinador, que completou: “Se o time perde nos pênaltis, é azarado, eu sou azarado, o Atlético-MG é azarado. Mas não é assim. Colhi aqui no Atlético-MG o que eu plantei. Somos um time vencedor. Depois de tudo o que passou, pegando pênalti no final, revertendo 0 a 2 contra Newell’s e Olimpia…. Agora passa a ser um time sortudo.”

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