HQ “Paul Está Morto” imagina como seria se 'lenda' da história dos Beatles fosse real

Por Gustavo Drullis - Metro Jornal

Paul McCartney morreu, em 1966, e foi substituído. Todo mundo sabe, certo? Essa talvez seja uma das teorias mais famosas da história da música. Embasada por supostas pistas – e não são poucas – deixadas pelos Beatles em letras e capas de álbuns nos anos seguintes, a teoria ganhou coro desde que começou como um simples boato por volta de 1969.

Apesar de já ter sido retratada na mídia e na cultura, como em livros, documentários e músicas, ela nunca havia tomado forma como agora. “Paul Está Morto”, HQ  lançada no Brasil em setembro, imagina uma realidade em que a história mirabolante realmente aconteceu.

Está tudo lá, como dita a boataria original. McCartney teria morrido em um acidente de carro em novembro de 1966. Sem querer dar fim à banda, os empresários teriam feito um concurso para arranjar um sósia e dar continuidade à carreira de sucesso  ao lado de John Lennon, George Harrison e Ringo Starr.

Nas mãos dos italianos Paolo Baron, escritor, e Ernesto Carbonetti, ilustrador, a história ganha contornos tão vivos que torna tudo mais verossímil. Esqueça as linhas convencionais dos quadrinhos. Cada página é como uma pintura – por vezes, psicodélica –, trazendo um colorido de traços e formas à ficção especulativa.

A história se passa durante a gravação do álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, que foi lançado em 1967. A situação é imaginada em seus pormenores. Como seria a reação dos outros membros diante da notícia?

Os autores criam sua versão para a teoria. Mesclando acontecimentos reais da história da banda a uma sucessão de fatos imaginados, a HQ acompanha a investigação dos Beatles para descobrir mais sobre o acidente e retrata até uma viagem de ácido de John Lennon. Do jeito que a narrativa é contada, você passa a se perguntar se não é tudo verdade ou se você está apenas viajando também…

TELEFONE SEM FIO

Os boatos sobre a suposta morte de Paul já rolavam em 1968, principalmente em jornais universitários nos EUA. Foi só em 12 de outubro de  1969 que ganhou fama nacional – e depois no mundo – quando Russ Gibb, locutor da rádio WKNR-FM, passou a história para frente a partir de pistas juntadas pelo estudante Tom Zarski.

 




“Paul está morto”, por Paolo Baron e Ernesto Carbonetti (120 págs)

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