Festival de Veneza termina com elogios e candidato ao Oscar

Por Metro Jornal com Estadão Conteúdo

Mesmo com sua edição mais enxuta, o Festival de Veneza só confirmou sua tendência de dar o Leão de Ouro a filmes que certamente vão parar na lista de indicados ao Oscar com a premiação de "Nomadland", da chinesa radicada nos Estados Unidos Chloé Zhao.

A vitória de longas como o filipino "A Mulher que se Foi", de Lav Diaz, em 2016, e o venezuelano "De Longe te Observo", de Lorenzo Vigas, em 2015, parece cada vez mais coisa do passado.

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"Nomadland" deve se juntar a ganhadores mais recentes, como "A Forma da Água", de Guillermo del Toro, que saiu com o Leão de Ouro em 2017 para levar quatro Oscar, inclusive direção e filme; "Roma" (2018), de Alfonso Cuarón, que, após o prêmio principal em Veneza, teve dez indicações a estatuetas douradas, ganhando direção, filme em língua estrangeira e fotografia; e "Coringa" (2019), que venceu o festival italiano e concorreu em 11 categorias na premiação da Academia, levando duas.

Zhao é a quinta mulher a ganhar o Leão de Ouro em 77 edições. Antes dela, apenas Margarethe von Trotta (Os Anos de Chumbo, de 1981), Agnès Varda (Os Renegados, de 1985), Mira Nair (Um Casamento à Indiana, de 2001) e Sofia Coppola (Um Lugar Qualquer, de 2010) venceram o prêmio.

"Fico muito honrada de seguir o caminho aberto por elas", disse Zhao, na entrevista coletiva após a premiação, por Zoom – a diretora não pôde viajar à Itália por causa da covid-19. "Eu acredito que a natureza humana precisa de um equilíbrio entre o yin e o yang. Então, não podia continuar como antes. Tenho muita esperança no futuro."

Em "Nomadland", Frances McDormand é Fern, uma mulher que perde tudo: o marido, o trabalho e até a cidade onde mora. Como milhares de outros americanos, ela passa a viver na sua van, viajando pelo país atrás de empregos temporários. Mas, em meio à solidão e à precariedade, ela encontra beleza e empatia.

O 77º Festival de Veneza foi o primeiro de grande porte a ser realizado durante a pandemia. A edição foi menor: cerca de 65 filmes em vez de centenas, 5 mil credenciados no lugar dos 12 mil do ano passado, 20 mil ingressos vendidos na primeira semana – em 2019, foram 42 mil no mesmo período. Também houve menos produções de Hollywood de olho no Oscar e menos estrelas no tapete vermelho. A principal atração foi a presidente do júri, a australiana Cate Blanchett.

Uma série de medidas de segurança, incluindo um muro separando o tapete vermelho da rua, checagem de temperatura, obrigatoriedade de máscaras o tempo todo, foi tomada. Não houve notícias de casos positivos de covid-19.

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