Anitta conta como é produção de música e vídeos em tempos de pandemia

Por Lizeth Cadene, metro internacional

Em bate-papo com o Metro Jornal, diva pop fala sobre o single reggaeton ‘Tócame’, lançado na quarentena com participação de Arcángel e De La Ghetto, e sobre como é gravar músicas e clipes nesse momento

Durante esse ano, não paramos de escutar músicas tendo como protagonista a voz de Anitta, seja em canções próprias ou colaborações. Uma dessas é “Tócame”…

Me parece que “Tócame” representa muito bem esse reggaeton clássico, que escutávamos há alguns anos. Além disso, conta com duas colaborações com nomes fortes do gênero, como são Arcángel e De La Ghetto. E o que queríamos fazer realmente era levar um pouco de diversão às pessoas que estão em casa passando por esse momento difícil de pandemia. Ao criar ela, queríamos que a escutassem e se levantassem de imediato para dançar. Pessoalmente, sinto que o entretenimento é o que está ajudando todos a manter a saúde mental e, bem, eu estou ajudando com a minha música.

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Por que você decidiu se juntar a Arcángel e De La Ghetto em “Tócame”?

Já conhecia De La Ghetto. A verdade é que, além de admirar ele como pessoa, também sou fã da sua música. O Arcángel eu não conhecia, mas tinha escutado falar dele porque temos muitos amigos em comum. Então, a gravadora me aconselhou a chamá-lo para fazer a colaboração e fiquei flertando com a ideia, até que chamei e ele aceitou. A verdade é que não nos conhecemos pessoalmente, mas nos aproximamos com nossas conversas pelo Zoom.

Quando alguém vê o vídeo da canção pode pensar que tem uma grande produção por trás, mas a verdade é outra…

Acredito que as pessoas se identificaram muito com o vídeo, porque reflete a realidade que estamos vivendo agora. E, para ser sincera, a verdade é que filmamos das nossas casas e usamos drones. Então, por exemplo, um homem controlou um drone e me gravou na janela enquanto fazia a performance. E, depois disso, voou até a parte de trás da minha casa e gravou na piscina. Com Arcángel e De La Ghetto, o que fizemos foi filmar eles tendo um fundo branco. Então, já na edição, projetamos suas figuras em edifícios. Na verdade, acredito que encontramos a fórmula perfeita para gravar sem que ninguém estivesse perto. Isso foi tudo. Embora, claro, seja simples na essência, deu bastante trabalho na execução.

E, quanto à produção da canção, como conseguiram unir as três vozes?

Eu já tinha gravado a minha parte durante a quarentena. Porém, os meninos tiveram que gravar em plena pandemia, e fizeram de suas casas. E, bem, no final, um especialista se dedicou a unir as vozes, retocar e conseguiu esse resultado.

Como você tem feito para criar músicas durante a quarentena?

Sei que tem vários artistas que não têm essa facilidade, mas a verdade é que tenho um pequeno estúdio na minha casa e gravo aqui. Então, quando alguém me pede uma voz, seja para minha própria música ou para uma colaboração, o que eu faço é descer as escadas, entrar no meu estúdio e pronto.

Essa música é uma prévia do seu novo disco, que conta com a produção de Ryan Tedder, do One Republic, muito reconhecido por seu trabalho na hora de dar forma à música de outros artistas…

A marca de Ryan pode ser sentida em artistas como Beyoncé e Adele e, claro, te dá muito respeito quando você começa a trabalhar com ele. É uma pessoa extremamente humilde e aberta a escutar os artistas e entender sua essência, gostos e cultura. Além disso, ele tem muito clara a hora de unir o estilo musical a novas tendências. Por isso, tem tantos êxitos. E, falando do disco que está chegando, gravamos antes do mundo entrar em crise. O que estamos esperando é que melhore um pouco a situação para dar um bom lançamento a este álbum.

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