Como as crianças podem usar as telas de modo mais saudável?

Psicóloga dá dicas de atividades educativas, lúdicas e interativas para os pequenos

Por Heloísa Scognamiglio - Canguru News

Não tem jeito: o uso de telas (do celular, do computador, do tablet) faz parte da nossa vida. E, durante a quarentena pela pandemia do novo coronavírus, esse uso está cada vez mais intenso – principalmente pelas crianças, que estão passando tanto tempo em casa, o que preocupa os pais.

Como reduzir o tempo de uso dos dispositivos não é tão fácil, mas crianças podem usar as telas de uma forma mais saudável. É o que sugere a psicóloga Joana London, Gerente Executiva Pedagógica do LIV (Laboratório Inteligência de Vida).  

Segundo Joana, a preocupação dos pais é legítima, "mas precisamos entender quais são as especificidades do momento que estamos vivendo”. Para a especialista, a situação pede flexibilidade dos pais e uma renegociação de acordos. “Existe o ideal: trazer as crianças para fazer as atividades domésticas conosco, cozinhar junto, incentivar que brinquem sozinhas. E existe o que é real e possível. Nem todos os dias vão funcionar como desejamos. E tudo bem”, ressalta Joana. 

Sendo assim, a psicóloga separou algumas atividades para mostrar que as crianças podem usar as telas de forma mais saudável, fugindo de conteúdos vazios, inapropriados ou violentos.

Ela ressalta a segurança dos pequenos durante essas atividades: restrição por idade, bloqueio de conteúdos impróprios, download de programas para que eles não levem a outros ambientes virtuais inadequados, por exemplo, são algumas das dicas da psicóloga. A supervisão de um adulto também é recomendada. Confira as sugestões: 

– Participar de atividades culturais, como visitas virtuais a museus, assistir a peças de teatro online e a shows nacionais e estrangeiros. É possível montar um calendário de atividades com atrações de cada dia da semana. 

– Brincar, se exercitar e soltar a voz! É possível ainda, segundo Joana, subverter a lógica da passividade das telas, já que o aumento de índices de obesidade infantil é um dos argumentos para a restrição de tempo de tela para crianças definida pela OMS. A psicóloga aconselha, então, a buscar uma “parceria corpo-tela”, com jogos de dança, karaokê e yoga para crianças, além de brincadeiras que podem ser realizadas a distância com amigos, por videochamada, como jogos de mímica, STOP, Imagem e Ação. 

– Aprender uma língua estrangeira. Em um momento como esse, em que as crianças passam muito tempo em casa, é possível incentivar o aprendizado de novas línguas. “Há muitas opções lúdicas online”, orienta Joana. 

– Assistir a desenhos que mostram realidades diversas. A psicóloga indica que os pais mostrem aos filhos animações com um conteúdo diferente, educativo e construtivo. Como, por exemplo, as animações que apresentam realidades diversas. “Existem animações de todos os cantos do mundo, como ‘Hair Love’ e ‘Kirikou’, e muitas brasileiras também, como ‘Nana e Nilo'”, diz ela. 

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