Grupo teatral premiado sofre nova ação de despejo de sua sede no centro de SP

Por Estadão Conteúdo

Com mais de duas décadas de atuação, a Cia. Pessoal do Faroeste passa, mais uma vez, por dificuldades para pagar o aluguel de seu espaço, conhecido como Sede Luz do Faroeste. As dívidas chegam, atualmente, a R$ 200 mil. A situação se agravou nesta quarta-feira (12), quando a companhia recebeu uma ordem de despejo, com o prazo de 15 dias para desocupar o imóvel.

Comandado pelo diretor Paulo Faria, o grupo aposta, há 22 anos, em trabalhos inspirados na vida social e política do povo brasileiro, com diversas encenações que expõem os problemas da região da Luz, onde se encontra a sede da companhia.

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A ligação com a região, no entanto, extrapola os palcos. Durante toda a pandemia do coronavírus, por exemplo, a campanha #FomeZeroLuz, idealizada por Faria, tem promovido a doação de alimentos e itens de higiene a moradores do entorno da Cracolândia. Segundo o diretor, já são mais de mil famílias cadastradas.

Em 2014, ele chegou a receber o Prêmio Shell na categoria Inovação, por causa de seu trabalho de intervenção social e artística na região.

Dívidas

A companhia já havia sofrido uma ação de despejo em 2019, contornada por meio da campanha #FicaFaroeste, em que uma mobilização da classe artística possibilitou um acordo com o proprietário do imóvel. A dívida foi quitada com recursos do Programa Municipal de Fomento ao Teatro.

No ano passado, o advogado do proprietário chegou a afirmar que ele tem interesse em manter o aluguel do espaço, mas que os pedidos de reintegração se deviam aos longos atrasos no pagamento das mensalidades.

Só que, neste ano, diante da paralisação da programação artística causada pela pandemia, a companhia não pôde contar com os recursos provenientes do Fomento ao Teatro, o que tem afetado os diversos grupos teatrais da cidade.

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