MasterChef Brasil: Vencedor desta terça diz que vai trocar medicina pela gastronomia

Por Stefani Sousa - Portal da Band

Quem assistiu ao episódio do MasterChef Brasil desta terça-feira, 04, se impressionou com a concentração e o foco do cozinheiro amador paulista Paulo Henrique, de 23 anos. Tamanha precisão garantiu ao estudante o troféu da noite, além de muitos elogios dos jurados, que reconheceram a coragem do participante ao criar um terrine de salmão feito, justamente, com a cabeça do peixe, a parte considerada menos nobre do animal. Atualmente cursando o oitavo período da faculdade de medicina, Paulo não hesitou ao dizer, em entrevista ao Portal da Band, que vai largar a medicina e investir todas as fichas na gastronomia: “Vou sair da minha zona de conforto e me permitir correr mais riscos”.

Esse mix de coragem e ousadia do vencedor é resultado de um processo de autoconhecimento, o qual tem sido trabalhado nos últimos anos, e acabou fazendo toda a diferença na cozinha do MasterChef. “O programa foi um encontro de mim comigo mesmo. Eu sabia quem eu era, mas precisava dessa experiência. Entrei na faculdade de medicina por segurança e estabilidade, mas não pretendo voltar. Eu tinha muita certeza de como seria a minha carreira e quebrar esse paradigma agora, para mudar de vida drasticamente em busca da felicidade, é libertador”, celebra.

Paulo Henrique MasterChef Carlos Reinis/Band

Apesar da firmeza, se engana quem achou que, durante a prova, Paulo estava tranquilo. Segundo ele, as emoções eram muitas e foram difíceis de controlar. A medicina, veja só, foi quem o ajudou: “Aprendi na faculdade que é preciso estar focado e ter calma. Por mais que, por dentro, você esteja pilhado e cheio de emoção, não pode deixar isso transparecer nas suas mãos. Na verdade, durante a prova, eu não tinha frio na barriga, mas um iceberg de tanto nervosismo”.

Os sentimentos ficaram ainda mais a flor da pele quando o resultado final foi definido e o troféu do MasterChef Brasil 2020 foi parar nas mãos firmes do cozinheiro. Na hora, chegou até a duvidar se o que ele estava vivendo era mesmo real. “Ainda no programa, eu fiquei me perguntando se tudo era verdade, ou se eu estava sonhando”, disse. “Saber que os chefs, que tanto admiro, gostaram da minha comida foi incrível”, completou o estudante, que começou a cozinhar ainda na infância, mas tem se arriscado mais desde que saiu de casa, aos 17 anos, para estudar.

Apesar da vitória e de ser fã da gastronomia clássica, Paulo admite não ter muito repertório. “Na vida, comi mais salmão do que trabalhei com ele e tenho pouca experiência. Na prova, tinha em mente o que poderia fazer e, mesmo com o curto período de tempo, precisei me arriscar”, afirma ao contar sua preferência por preparar pratos salgados.

Longe das câmeras, é na cozinha de casa, em São Paulo, que o estudante gosta de passar o tempo e preparar quitutes para quem ama. Sua parte favorita, ao servir alguém, é ouvir atento cada feedback sobre a receita – sem ficar chateado. Não à toa, se imaginar como chef, no futuro, não é nada difícil e enche seu coração de esperança. “Daqui alguns anos, me vejo como alguém realizado e espero mostrar essa realização por meio da gastronomia. Tenho um leque de opções pela frente, mas meu maior sonho é trilhar carreira na cozinha.” E não temos dúvidas de que dará certo, Paulo.

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