‘Uma Linda Mulher’ completa 30 anos como favorito do gênero comédia romântica

Por Jennifer Tisovec - Metro Jornal

E não é que de repente “Uma Linda Mulher” tem 30 anos? O filme é uma das comédias românticas mais tradicionais e apreciadas por aqueles que amam o gênero. Com as estrelas Julia Roberts e Richard Gere, nem tinha como ser diferente. Mas sabia que esse casalzão não foi  a primeira opção de protagonistas?

A primeira escolha para interpretar a personagem Vivian foi Karen Allen. Depois Mary Steenburgen, Winona Ryder, Jennifer Connelly, Meg Ryan, Michelle Pfeiffer e até Jennifer Jason Leigh chegaram a ser opções. Foi uma longa lista até chegar na Julia Roberts, que foi escolhida de última hora. E para o papel de Edward Lewis também houve dificuldade. Christopher Reeve, Daniel Day-Lewis, Denzel Washington e Al Pacino foram considerados antes de Richard. Mas, por fim, a química entre os protagonistas finalmente reinou.

Refrescando a memória

O filme conta a história do empresário Edward Lewis, especializado em sucatear empresas para depois vender em partes com maior lucro, mas que se mostra um homem frustrado. Um dia, ao passar pela badalada Hollywood Boulevard, encontra Vivian Ward, uma prostituta.

Após uma noite de companhia, ele faz proposta para  que ela seja sua acompanhante por uma semana, durante os encontros de negócios e as noites solitárias, em troca de três mil dólares. Edward a tira da rua e lhe dá um banho de loja, comprando roupas de grifes chiques de Los Angeles. Pouco a pouco, o que era apenas um acordo começa a despertar outros sentimentos. E o casal tem que superar preconceitos sociais da época para ficar junto.

Inicialmente a ideia era de que fosse um drama, uma espécie de documentário de uma prostituta drogada. Edward não se apaixonava por ela no final. Mas o então presidente da Disney Studios, Jeffrey Katzenberger, decidiu que a história deveria perder o tom macabro e se tornar um conto de fadas moderno. A parte sombria ficou apenas para o papel da amiga de Vivian.

Além da história, a trilha sonora também ficou marcada na história do cinema. Quem não conhece os acordes iniciais de “Oh Pretty Woman”, na voz de Roy Orbison? O longa se tornou uma grande referência da cultura pop e até para a moda, com os looks de Vivian.

Críticas atuais

Com mudanças radicais no roteiro, o romance teve uma bilheteria imensa nos anos 90. E ainda dá o que falar até hoje. Hoje, alguns chegam a criticar a história que tem toques de machismo e classicismo. Há 30 anos, porém, a conversa era diferente. Nos dias de hoje,  claro, é possível fazer uma reflexão diferente.

O primeiro ponto questionável é o enorme abismo econômico entre os personagens, que acaba criando certa exploração sobre a Vivian. Ela aceita a situação por precisar do dinheiro.  Mas o ponto que mais ganha críticas hoje é o machismo. O filme traz a ideia de salvação masculina quando Edward “resgata” Vivian de sua antiga vida. Além de visões sociais elitistas sobre o modo de andar e se vestir da personagem, que é criticada. Porém, mesmo com toda essa problematização, ainda é um filme que encanta a muitos e deixa aquele gostinho bom de clichê que todo mundo gosta.

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