Ícone dos festivais da MPB, Sérgio Ricardo morre aos 88 anos

Por Metro Jornal

O cantor e compositor paulista Sergio Ricardo morreu nesta quinta-feira (23) no Rio de Janeiro. Ele foi atendido no Hospital Samaritano com um quadro de insuficiência cardíaca e não resistiu.

De acordo com sua filha, Adriana Lufti, ele foi infectado pelo novo coronavírus em abril, mas se recuperou. As informações são do site G1.

Nascido João Lufti em Marília, interior de São Paulo, o músico tornou-se um dos ícones dos festivais de MPB realizados nos anos 1960. Isso porque, após ser vaiado insistentemente no Terceiro Festival de Música Popular Brasileira, em 1967, quebrou o violão, atirou ao público e deixou o palco (veja trecho no vídeo abaixo). Na ocasião, ele tentava interpretar "Beto Bom de Bola".

"Sérgio será sempre mais que Sérgio, mais que João. Estará pra sempre em toda diversidade que nos cria. Nosso compositor de múltiplos, que faz o braço ser mais que um braço, a voz ir mais além que uma só voz, o um ser sempre “um mais um”, diz publicação feita no perfil oficial do artista no Instagram.

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Amigos queridos, hoje pela manhã partiu nosso mestre Sérgio Ricardo, nosso amado João Lutfi, aos 88 anos de muita arte, resistência e, acima de tudo, muito amor. Suas expressões nos deram e darão ainda muita alegria, mas até os mais inspiradores guerreiros precisam descansar. Sérgio será sempre mais que Sérgio, mais que João. Estará pra sempre em toda diversidade que nos cria. Nosso compositor de múltiplos, que faz o braço ser mais que um braço, a voz ir mais além que uma só voz, o um ser sempre “um mais um”. Infelizmente, por conta da pandemia em que nos encontramos, as cerimônias serão restritas à família. Mas estaremos todos juntos como sempre, celebrando sua memória e sua vida. Siga sua busca, mestre! A gente vai seguir também, com muita gratidão ao seu legado. Viva Adriana, viva Marina, viva João, viva o amor de toda a família. E, pra sempre, VIVA SÉRGIO RICARDO!

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Sergio começou a estudar música ainda em Marília, aos 8 anos. Nos anos 1950, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como pianista em casas noturas e começou a escrever suas primeiras composições.

Passado o impacto de ser conhecido como o "músico que quebrou o violão), ficou conhecido por colaborar com trilhas sonoras importantes, como as dos filmes "Deus e o Diabo na Terra do Sol" e "Terra em Transe", ambos de Glauber Rocha e da montagem de "Auto da Compadecida", de Ariano Suassuna, nos palcos.

Ele mesmo arriscou-se na direção de títulos como “Juliana do Amor Perdido” (1970) e “A Noite do Espantalho” (1974). Também dedicou-se à atuação e chegou a fazer parte do elenco da extinta TV Tupi, em São Paulo.

 

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