Pesquisa da Netflix mostra que personagens LGBTQ+ ajudam na aceitação do público

Por Metro

Por muito tempo, a população LGBTQ+ não aparecia em filmes, séries, novelas e outras produções. Quando isso acontecia, eram estereotipados. Hoje, protagonizam obras de destaque e premiações na cultura mundial. Uma pesquisa descobriu os impactos positivos disso no Brasil, o país que mais mata pessoas LGBTQ+ no mundo, divulgada pela Netflix com a GLAAD (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation), neste Mês do Orgulho LGBTQ+.

Oitenta e um por cento dos 1.400 entrevistados não pertencentes ao grupo disseram que assistir a personagens LGBTQ+ fez se sentirem mais confortáveis com pessoas LGBTQ+ que conhecem. E isso é positivo, segundo Hamilton Kida, psicólogo e fundador do coletivo Rainbow Psicologia.

“A partir do momento que você tem alguém te representando, você se sente pertencente, e isso costuma dar força para as pessoas poderem assumir a sexualidade ou identidade de gênero delas”, conta o psicólogo.

Indo mais além, 87% dos participantes LGBTQ+ do levantamento sentem que o entretenimento reflete a comunidade de forma mais precisa hoje do que há dois anos. Não só isso, 85% acreditam que essa representatividade ajudou suas famílias a entendê-los melhor.

“Personagens com diferentes histórias, comportamentos e cultura são muito ricos para as pessoas que se identificam com eles poderem ver que elas podem ser realmente quem elas quiserem”, afirma Kida.

O psicólogo, que também  enxerga essa mudança cultural, lança mão de séries e filmes para ajudar seus pacientes. “Ver alguém ali passando por algo parecido, fazendo alguma coisa semelhante, às vezes, até uma angústia que a pessoa está vivendo – isso é muito importante”, diz. “Séries que te representam, personagens com quem se identifica, são uma forma de acolhimento”.

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