The Last Of Us: Parte 2 cumpre promessa de ser continuação de peso; leia review do game

Por Martín Calderón - Fayerwayer.com

Seu nível gráfico era quase impensável para a época. Sua história, tão envolvente quanto a da sua série favorita, e os momentos que geraram são aplaudidos e lembrados até hoje, tanto por gamers fiéis como por jogadores casuais. Essa descrição caberia muito bem para “The Last Of Us: Parte 2”, que será lançado hoje para PS4.

Histórias desse tipo se baseiam mais em sua narrativa, na experiência que você tem ao superá-las, “vivê-las”, sem ser necessariamente tão polidas neste aspecto – mas, ainda assim, alcançando o suficiente para gerar algo integral em todo sentido –, e mais importante ainda, transcender, não ver-se fadado ao esquecimento.

Narrativa hollywoodiana

A trama é grande parte do que faz “The Last Of Us: Parte 2” tão especial, como um filme ou série de alto nível. Não é por acaso que a HBO começará a trabalhar na sua versão live action, com o diretor da aclamada “Chernobyl”.

Usando a vingança como motivação, a protagonista Ellie embarca em uma cruel aventura, onde se encontra frente a frente com seus demônios. O estilo do jogo, as cenas cinematográficas e até a câmera dos personagens têm uma missão clara: fazer você simpatizar e passar pelo que estão sofrendo ou tendo prazer.

O jogo se encarrega – talvez com poucas nuances e deixando de ser altamente “sísmico” – de esfregar na sua cara as motivações repetidas vezes.

Talvez comece um pouco lento, colocando em dia aqueles que não jogaram a primeira parte. Depois de umas três horas, a trama começa a se desenrolar e é difícil largar o controle. Você simplesmente  precisa saber o que vem a seguir nessa fascinante história de suspense, terror, amor e ódio.

O jogo em si

Estamos diante de um título, principalmente, de ação, no qual seu objetivo é superar os inimigos. Estes podem variar: temos diferentes tipos de “zombies”, cada um com habilidades e forças distintas – cachorros que podem seguir seu rastro e humanos que, cumprindo o clichê, são os piores. Destes, temos vários grupos ou “tribos”, sendo alguns mais tecnológicos e mortais, usando armas de fogo, como também uma seita que se camufla e usa armas silenciosas.

O jogo não obriga a usar uma estratégia de antemão, mas os recursos limitados, tanto em armamento como nos materiais para curar feridas, obrigam a parar um minuto, se esconder, observar o entorno e pensar bem no que fazer.

Cada disparo deve ser contado, para não ficar sem nada. Cabe mencionar que o uso da pistola, do rifle ou o que seja é extremamente visceral e potente, como também as mortes por trás, sendo muito cruas e gráficas. Os mais delicados de estômago terão problemas com isso, sem dúvida. O comprometimento emocional também pode ser alto.

Sua curva de dificuldade é bem feita, deixando a princípio mais livre, mas ao avançar, sendo mais habilidoso e com melhor equipamento, você enfrenta cenários mais difíceis.

Gráficos

O que os artistas visuais e modeladores 3D do estúdio Naughty Dog conseguiram alcançar é memorável e está à altura do esperado, ainda que tenhamos vistos gráficos similares nesta geração – por isso se perde um pouco do impacto. Ainda assim, sua atenção ao detalhe, o tratamento da luz, a captura dos movimentos e todos os elementos que nas cenas seguramente estão levando ao limite o poder do console. Espero com ansiedade ver ele correr a 60 quadros por segundo e em 4K, no PS5, em uma possível futura remasterização.

Ponto à parte para as atuações e as vozes. Não é surpresa que este estúdio consiga alcançar coisas impressionantes neste aspecto. Já demonstraram isso reiteradamente com sagas como “Uncharted”, mas creio que seja sua obra mais ambiciosa até agora.

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