Transforme uma ilha deserta em uma comunidade em ‘Animal Crossing: New Horizons'

Jogo de simulação social foi lançado nesta sexta (20) no Nintendo Switch

Por Luccas Balacci – Metro São Paulo

 

 

 

 

 

O espaço vazio que precede este texto é uma boa analogia para o silêncio da Nintendo sobre seus planos em 2020. Com uma nova geração de consoles a caminho, a potência do Switch – de 2017 – ficará ainda mais defasada e, com isso, a pressão para grandes jogos será ainda maior.

Mesmo assim, desde setembro do ano passado a gigante japonesa não faz uma apresentação digital (os famosos “Nintendo Directs”) para contar sobre os jogos próprios e de outras desenvolvedoras que virão à plataforma.

Dos grandes títulos exclusivos, sobram três expectativas: a sequência de “The Legend of Zelda: Breath of the Wild”, louvado jogo que estreiou ao lado do Switch, "No More Heroes 3", que retorna após dez anos de espera, e “Animal Crossing: New Horizons”, lançado na sexta-feira.

A franquia de simulação social que surgiu em 2001 ganha seu quinto capítulo, sendo a primeira experiência completa da série desde 2012. Desta vez, o jogador vai conduzir seu habitante por uma ilha deserta, após comprar um pacote de viagem da “Nook Inc.”, empresa liderada pelo guaxinim sempre presente Tom Nook.

Se o ambiente pode passar a sensação de tranquilidade, não se acomode! Após aprender o básico sobre exploração e produção de itens, Nook dá a difícil missão de transformar a ilha em uma comunidade – e, claro, passa a te cobrar as já esperadas taxas.

Ao cumprir tarefas diárias e buscar objetivos pessoais, o jogador transforma o cenário, ao mesmo tempo que conhece novos habitantes animais, cada um com propósitos e diálogos únicos. Aliás, sem dublagem, é bom se acostumar a ler muitos diálogos – nenhum deles em português, como de costume com a Nintendo.

Da vontade de vasculhar ao máximo os recursos e iniciar grandes projetos, vem o balde de água fria: o jogo se passa em tempo real e, querer passar horas percorrendo pelo espaço pode se tornar frustrante e cansativo.

Grandes construções, como pontes e casas, podem demorar 24 horas para ficar prontas. Já pedras e folhas não são infinitas e, quando coletadas, podem ficar dias sem reaparecer.

Por isso, o ideal é fazer sessões curtas, como uma rápida escapada da vida real para esse universo de animais falantes. E não se engane com o visual! Apesar de parecer apelar a um público mais infantil, a jogabilidade mostra que é preciso paciência e maturidade para ver sua ilha prosperar. Está pronto para a jornada?

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo