Confira entrevista exclusiva com o Hellacopters, que faz show neste sábado em São Paulo

Por Eduardo Ribeiro - Metro Jornal SP

Conversamos com a banda sueca que faz show neste fim de semana em São Paulo, no Carioca Club. Formado nos anos 1990, grupo conhecido por sua arrebatadora fusão de hard rock com garage punk estava parado desde 2008

Este é um retorno oficial do The Hellacopters ou apenas uma turnê de curtição?

Nicke Andersson (guitarra e voz): Ainda estamos curtindo. Eu diria os dois.

Vocês, que nunca fugiram às raízes do rock, o que pensam das pessoas que dizem que o rock já era?

Essa gente provavelmente tem razão em certos aspectos, mas não posso dizer que isso me incomoda muito. Eu sempre gostei de rock and roll e vou sempre gostar. Felizmente, não estou completamente sozinho nisso, logo não me preocupo. Ainda não cheguei a ouvir outra fórmula que funcione melhor do que o rock, enquanto algumas pessoas já acham que ouviram. Então é uma questão de gosto.


Quais são as lembranças mais latentes que você tem da visita anterior ao Brasil, em 2003?

Lembro que os shows foram incríveis e as reações do público foram muito acolhedoras. Fomos muito bem recebidos por todos – fãs, promotores, Deep Purple e Sepultura. Um dos quatro shows infelizmente acabou cancelado, mas não me lembro por quê. Uma boa memória é de quando

Strings [guitarrista solo da banda, que morreu em 2017 aos 40 anos] fez uma participação no show do Deep Purple e tocou “Smoke On The Water”. Ele imitou a famosa pose do Blackmore no palco e nós e os caras do Purple caímos na risada. Bons tempos. Sinto muita falta dele.

Vocês acompanharam muitas mudanças na maneira de comercializar música, do vinil e as k7s ao CD, e depois para os arquivos MP3, e agora o streaming. Como tudo isso impactou a banda?

Artisticamente, nada de fato mudou para nós, exceto que os formatos menores não são uma boa base para a arte. Financeiramente, é claro que não é tão bom, mas, de algum modo, é o que tem feito as coisas funcionarem.

Em quais outros projetos musicais você se envolveu desde o rompimento da banda em 2008? O Imperial State Electric ainda está na ativa?

Toco também no Lucifer e acabamos de lançar o terceiro álbum – o segundo comigo no grupo. O Imperial State Electric andou congelado porque o Tobias [guitarra] estava doente, mas agora ele já se recuperou. Planejamos gravar um novo álbum este ano. Também há planos para o Death Breath e o Entombed, mas nada ainda confirmado.

Nick Cave recentemente chamou Kanye West de “O maior artista da Terra”. Você concorda?

Tenho certeza de que foi uma ironia dele. Claro que Kanye West não é o maior artista do mundo.

SERVIÇO

Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2.899 – Pinheiros, SP). Sábado, a partir das 17h. R$ 280 a R$ 380, via clubedoingresso.com

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