Al Pacino fala sobre 'Hunters', a primeira série da sua carreira

Por Metro Jornal

A trama básica de “Hunters” (Amazon Prime), a primeira série de TV de Al Pacino, é simples: uma caça aos nazistas. No entanto, o subtexto da narrativa nos leva a uma Nova York dos anos 70, aquela cidade selvagem e insegura, que de forma alguma se assemelha à que os turistas hoje desfrutam. Nas ruas, um grupo de judeus decide transformá-la num decalque do Velho Oeste. Um oeste onde os judeus tomam a justiça em suas próprias mãos em uma missão destinada a caçar oficiais nazistas. Nesta entrevista ao Metro, o experiente ator conta mais sobre a experiência.

Como foi o processo de realização da série?

“Hunters” foi um desafio para todo o elenco por causa de suas características. Eu não sabia que havia um grupo de judeus em Nova York dedicado a caçar nazistas em segredo. Suponho que neste momento em que o nacionalismo volta com força, seja o momento perfeito para esse tipo de série.

Atuar numa série pela primeira vez foi algo diferente para você?

Considero “Hunters” um filme de 15 horas e não necessariamente uma série convencional. É uma narrativa cinematográfica em que os personagens precisam de mais tempo para desenvolver sua história.


O que mais lhe atraiu no seu personagem?

Encontrei algo nesse roteiro que chamou minha atenção e achei necessário contar. Mas não quero revelar muito, porque o enredo tem suas surpresas.

Como é mudar de área depois de tanto tempo?

É preciso sobreviver. Os roteiros mudam, as pessoas mudam. Ainda estou aqui graças às ofertas que recebo, aos bons escritores que confiaram em mim. Os artistas devem se adaptar aos tempos, então eu faço este trabalho, gosto de evoluir. Envelhecer me assusta, temo não ser capaz de lembrar minhas falas, meus diálogos, não poder atuar por não ter mais pique… isso seria trágico. O pior seria se o público me esquecesse, isso me deixaria louco.

Você estrelou títulos inesquecíveis, como “O Poderoso Chefão” e “Scarface”.  E continua ativo com um papel ambíguo entre a comédia e o drama…

Todos os personagens têm sua história. Eles são como telas em branco que você começa a pintar a partir do momento em que pega o roteiro. Costumo escolher meus personagens de acordo com o que se passa na minha vida. Acho que, com a idade, me tornei um ator muito prático.

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