Mostra de filmes de Babenco é aquecimento para estreia de documentário de Bárbara Paz

Por Metro Jornal São Paulo

Aquecendo para o lançamento de “Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou”, de Bárbara Paz, a Imovision e a HB Filmes em parceria com o Reserva Cultural prepararam uma retrospectiva especial com as obras do cineasta Hector Babenco (1946-2016). Um dos maiores nomes do cinema latino-americano e indicado ao Oscar de melhor direção em 1986 por “O Beijo da Mulher Aranha”, o argentino tem oito de suas obras apresentadas em mostra que segue até a data de estreia do documentário que aborda sua vida, no dia 9 de abril.

A mostra foi aberta na última sexta, com o clássico “Pixote”. Na quarta-feira (12), às 21h30, será a vez de “O Rei da Noite”, primeiro longa-metragem de ficção que Babenco dirigiu, laureado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com o prêmio de melhor ator para Paulo José e lançado em pouco mais de dez cópias. No drama, Tertuliano narra sua história, desde a infância, nos anos 1920, quando nasceu numa tradicional família paulistana, arruinada pela doença mental de seu pai, até a sua própria velhice decadente. Na juventude, se apaixona por Ana, mas são impedidos de casar porque a família da moça a interna em um sanatório por problemas de saúde. Desiludido com o amor, Tertuliano vai estudar e trabalhar com um tio, mas logo abandona tudo para viver na boêmia.

O Rei da Noite, filme de Hector Babenco com Paulo José "O Rei da Noite" será projetado amanhã em 35 mm / Divulgação

No dia 19, a programação continua com “Coração Iluminado”. Dia 26, “O Passado”, seguido de “Lucio Flavio”, no dia 4 de março. Em 11 de março passa “Brincando nos Campos do Senhor”, e dia 18 de março, “O Beijo da Mulher Aranha”. A mostra termina com “Carandiru” no dia 25 de março. O Reserva Cultural fica na avenida Paulista, 900, na região central da capital. Mais informações e ingressos (R$ 20) no site reservacultural.com.br.

“Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou” foi o melhor documentário sobre cinema no Festival de Veneza e melhor documentário no MIFF 2020 (Festival Internacional de Cinema de Mumbai), na Índia. O filme traça paralelo entre a arte e a doença de Babenco. 

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