Os brasileiros do cinema que mandam bem no inglês

Especialistas assistiram algumas entrevistas e analisaram gramática, vocabulário, conjugação, pronúncia e fluência

Por Band.com.br

Já que fevereiro é mês de Oscar, premiação do cinema que acontece no dia 9, linguistas internacionais do aplicativo de idiomas Babbel decidiram checar quais são os profissionais brasileiros do cinema que mais fazem bonito na hora de se comunicar no exterior. Para isso, os especialistas assistiram algumas entrevistas e discursos. A partir daí, analisaram gramática, vocabulário, conjugação, pronúncia e fluência.

A atriz Morena Baccarin foi a única a conquistar a nota máxima. “Não notei nenhum erro gramatical na fala dessa atriz. Ela soa como se o inglês fosse sua língua materna”, comenta o linguista norte-americano Ted Mentele. Baccarin nasceu no Rio de Janeiro, mas mudou-se para Nova Iorque quando tinha sete anos de idade. Seus trabalhos mais recentes foram nas séries Homeland e Gotham. Ano passado, atuou pela primeira vez no Brasil na quarta temporada de Sessão de Terapia.

Em segundo lugar, com nota 9,5, ficou Kleber Mendonça Filho, diretor do premiado Bacurau. De acordo com os especialistas, o vocabulário dele é bastante avançado, permitindo com que descreva seus filmes de maneira clara e coerente. Durante entrevistas, quase nunca comete erros gramaticais em inglês. A única coisa que não o deixa passar por um falante nativo é o ritmo silábico de algumas palavras. Independente deste detalhe, a pronúncia do diretor foi considerada excelente.

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Empatados em terceiro lugar, com nota 9, ficaram Rodrigo Santoro, Alice Braga, Walter Salles e José Padilha. “A gramática de Santoro é muito avançada. O ator claramente se dedicou ao estudo da língua”, diz Ted Mentele. Poucas vezes, erra o pronome em orações relativas. Alice Braga também exibe gramática avançada em suas entrevistas e discursos, mas também comete pequenos erros, como "I don't use it as good as they do" em vez de "as well as they do". Contudo, este tipo de erro também é comum entre falantes nativos. Já a gramática de Walter Salles é impecável. A pronúncia do diretor também é ótima, mas não tão excelente quanto sua gramática. “Salles tem um pouco de dificuldade com o som de palavras com 'th', mas nada que o faça ser mal-entendido”, comenta o linguista. José Padilha, por sua vez, apresenta ótimo vocabulário e comete poucos erros gramaticais. Porém, também tem um pouco de dificuldade com o temido "th” de palavras como “thing”, “this” e “the”.

Petra Costa, a diretora do único filme brasileiro indicado ao Oscar 2020, Democracia em Vertigem, foi muito bem avaliada, levando nota 8. Apesar de usar algumas preposições incorretas, ela domina formas gramaticais mais avançadas, como o passado perfeito contínuo. Além disso, a cineasta tem uma pronúncia bem clara.

Em último lugar, ficou o diretor Heitor Dhalia, com 5,5. O diretor de O Cheiro do Ralo, À deriva e Gone, se entrega como brasileiro logo de cara, cometendo erros típicos de falantes da língua portuguesa. Por exemplo: "My parents have divorced at the same age as the main character" em vez de "My parents got divorced…", que é a forma correta. Ele também usa algumas formas verbais incorretas, como quando diz "It's about say goodbye to childhood" em vez de "It's about saying goodbye to childhood”.

Confira a lista:

1. Morena Baccarin – nota 10.
2. Kleber Mendonça Filho – nota 9,5.
3. Rodrigo Santoro – nota 9.
4. Alice Braga – nota 9.
5. Walter Salles – nota 9.
6. José Padilha – nota 9.
7. Fernando Meirelles – nota 8,5.
8. Karim Aïnouz – nota 8.
9. Petra Costa – nota 8.
10. Sônia Braga – nota 7.
11. Heitor Dhalia – nota 5,5.

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