HQ 'Mondo Urbano' ganha edição comemorativa de 10 anos

Por Eduardo Ribeiro - Metro São Paulo

Um mosh insano no fogo do inferno. A HQ independente “Mondo Urbano” começou a circular originalmente bem na oportuna época do último suspiro do revival do garage rock.

Lançada entre 2008 e 2009, a série de Mateus Santolouco, Eduardo Medeiros e Rafael Albuquerque publicada em três partes – “Powertrio”, “Overdose” e “Cabaret” –, depois reunidas em uma edição única pela Devir, em 2010, transferiu para a arte sequencial o espírito de filmes como “Quanto Mais Idiota Melhor (Penelope Spheeris, 1992), “Ainda Muito Loucos” (Brian Gibson, 1998) e “Detroit Rock City” (Adam Rifkin, 1999). Só que com um tempero diabólico à lá Stephen King.

Dez anos passados, a editora Mino coloca no mercado uma edição especial comemorativa: “Mondo Urbano – 10 Anos”. A caprichada edição vem com vários extras, incluindo making of e depoimentos dos autores.

Mondo Urbano - capa “Mondo urbano”. Santolouco, Medeiros e Albuquerque. Editora Mino, R$ 64,90. / Divulgação

A trama acompanha a ascensão de uma banda de heavy metal chamada DEMO, de seus fãs e groupies. Um pacto com o capeta justifica a fama repentina. Por meio de múltiplos enredos que giram em torno de um único grande evento, o show da DEMO, com o astro Van Hudson à frente e as impossíveis distorções de sua misteriosa guitarra, a narrativa termina por fazer uma homenagem à própria história do rock.

A falta de linearidade do texto, ao estilo “Pulp Fiction”, e os precisos traços, liquidificam magistralmente a vida de caras comuns com assassinatos, alucinações, mendigos sortudos e outras loucuras no balaio. Ao reler tudo isso agora,  em formato 18,5 x 28 cm, 136 páginas e capa dura, não é difícil entender o que tornou o gibi um clássico instantâneo.

Mondo Urbano - HQ Divulgação
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