CCXP 2019: Laerte e André Dahmer dão dicas para quadrinistas iniciantes

Por Mattheus Goto – Especial para o Metro Jornal

Com todos os ingressos esgotados, a CCXP 2019 (Comic Con Experience) já se tornou um dos eventos mais marcantes da cultura pop no Brasil – e até no mundo. Isso porque o festival, que teve início na quinta-feira (5) e se encerra no domingo (8), trouxe convidados como Margot Robbie, Kevin Feige e Ryan Reynolds.

Apesar dos nomes reconhecidos mundialmente, o coração da feira ainda se encontra nos quadrinistas, que tiveram um auditório dedicado à arte e um espaço entre os estandes para exibir seus quadrinhos.

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Na quinta, a cartunista Laerte Coutinho protagonizou um painel ao lado do filho, Rafael, com o tema “Quadrinhos e política”. A palestra abordou o envolvimento da arte com a política ao longo dos anos, o que, para a quadrinista, sempre existiu de maneira intensa e contundente.

“A discussão está presente de muitas formas e em muitos ambientes. Hoje, quadrinhos e política estão completamente entrelaçados”, comentou Laerte.

Os dois artistas ainda aproveitaram para deixar algumas dicas para quadrinistas iniciantes. “Mostre seu trabalho para o mundo, procure reunir pessoas que fazem o que você faz e tente produzir coletivamente”, indicou a cartunista.

Já Rafael recomendou sair da bolha e andar por outros rumos: “Minha dica é sair dos quadrinhos e procurar outras mídias, como cenografia e animação. Quadrinhos pode se tornar um nicho. Por isso, busquem outras linguagens, pois elas podem enriquecer seu trabalho.”

André Dahmer na CCXP 2019 André Dahmer na CCXP 2019 / Metro

Logo em seguida do painel da família Coutinho, o convidado da mesa foi André Dahmer, quadrinista dos jornais Folha de S. Paulo e O Globo. No evento, ele contou mais sobre sua trajetória: começou a desenhar – “assim como todo mundo” – aos 2 anos de idade e, com o passar do tempo, aprendeu com os seus erros.

Dahmer ainda disse que nunca fez quadrinhos pensando nos outros e que seu trabalho é produzido para si mesmo. A partir de seu depoimento, compreende-se que o artista iniciante deve seguir sua intuição e que não há por que ter medo de errar.

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