Victoria's Secret cancela desfile anual para 'reformular' marca

Por Metro Jornal

A marca de lingerie Victoria's Secret confirmou o cancelamento da edição de 2019 do famoso desfile anual, transmitido por televisão nos fins de ano desde 1995.

Ainda não é certo se o cancelamento significa a extinção de futuros desfiles, ou se a decisão é temporária. Segundo executivos da marca, a suspensão da tradição significa um esforço de reformular o evento e a própria estratégia de marketing da Victoria's Secret.

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A rede varejista "mãe" da VS, L Brands, ficou responsável pela confirmação. Stuart Burdoerfer, vice-presidente executivo da empresa, explicou em comunicado a funcionários que "[a L Brands] acredita ser importante evoluir o marketing da Victoria's Secret – o que já está ocorrendo em alguns aspectos, e acredito que acontecerá ainda mais".

Leslie Wexner, CEO da empresa, disse em outra nota interna que a decisão foi para repensar o formato do desfile. "De agora em diante, não consideramos a transmissão televisiva a melhor opção", afirma.

Os boatos sobre um possível cancelamento em 2019 já circulam há meses, ganhando força em julho com uma entrevista da modelo Shanina Shaik.

A "angel" disse ao jornal australiano The Daily Telegraph que o desfile não ocorreria neste ano. "Não estou acostumada com isso, porque todo ano, neste período, eu estaria treinando para o desfile", contou. "Mas tenho certeza que no futuro algo deve acontecer. Estou certa de que eles estão trabalhando em construir a marca e novas maneiras de fazer o show, porque é o melhor desfile do mundo".

Inclusão
Recentemente, a VS tem sofrido críticas da parte do público que não considera seus shows anuais diversos ou inclusivos o suficiente. O diretor de marketing da marca, Ed Razek, contribuiu para o embate após inferir que não contrataria uma modelo transgênero para o desfile.

Em entrevista à Vogue, quando perguntado sobre a diversidade de tipos corporais entre as modelos da Victoria's Secret, Razek respondeu: "É tipo, 'por que seu desfile não faz isso? Vocês não deveriam ter transsexuais na passarela?'. Não, não acho que deveríamos", afirmou. "E por que não? Porque o desfile é uma fantasia. É um especial de 42 minutos de entretenimento."

Posteriormente, o diretor voltou atrás em suas declarações. Em comunicado enviado à revista Elle, ele escreve: "Meu comentário sobre a inclusão de modelos transgênero no desfile da Victoria's Secret foi visto como insensível. Eu peço desculpas. Para esclarecer, nós absolutamente contrataríamos uma modelo transgênero para o show. Nós recebemos modelos transgênero nas audições… E, como tantas outras, elas não passaram. Mas nunca foi sobre gênero", declara. "Honestamente, eu espero que uma modelo transgênero consiga entrar para o desfile em breve. Eu admiro e respeito a jornada delas para assumir quem realmente são".

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