Blade Runner acertou ou errou feio as previsões para o futuro?

Clássico de Ridley Scott sobre androides se passa em novembro de 2019

Por Karen Lemos - Band.com.br
Blade Runner Harrison Ford em cena de Blade Runner - O Caçador de Androides / Divulgação

Referência da ficção científica, Blade Runner – O Caçador de Androides não mais seria um filme sobre o futuro, e sim sobre os dias de hoje. A história que gira em torno da captura de robôs rebelados se passa em novembro de 2019, em uma Los Angeles distópica e largada às traças.

Dirigido por Ridley Scott, com Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young e Daryl Hannah no elenco principal, Blade Runner projetou uma visão de futuro com exageros, mas também com alguns acertos sobre o nosso presente.

Embora pós-apocalítico, o mundo do caçador de androides Rick Deckard (Harrison Ford) é um lugar com recursos naturais escassos, animais ameaçados ou em vias de extinção, poluição fora de controle, mistura e profusão de culturas, além de uma crescente evolução tecnológica e robótica.

Devido ao estado de completo caos da Terra, a única alternativa é colonizar outros planetas. Essa possibilidade, no entanto, ainda está bem remota para nós, terráqueos.

O Portal da Band reuniu aqui essas e outras “previsões” de Blade Runner para o futuro, analisando erros e acertos dessa história que, mesmo com o passar dos anos, ainda é um clássico do cinema de gênero e da cibercultura. Confira:

Computador com tela verde

Os computadores de Blade Runner aparentam ser bem mais antigos do que os de hoje. Essa tela verde – chamada de monitor de fósforo verde – é bem típica dos anos 1990. Mas vamos dar um desconto: o filme de Ridley Scott trabalha bastante com o conceito de retrofit, ou seja, equipamentos que tem cara de ultrapassados, mas cuja funcionalidade é mais moderna.

Blade Runner Reprodução

Carros voadores

Blade Runner Reprodução

O que seria um filme sobre o futuro sem aqueles carros voadores, não é mesmo? Embora exista por aí alguns protótipos para colocar um carro voador nos céus das grandes cidades, ainda não é algo que faça parte da nossa atualidade. Em Blade Runner, é comum ver spinners (veículos que podem andar na terra e, graças à propulsão a jato, também conseguem voar) na cidade, principalmente usado pela polícia e caçadores de androides.

Embraer e Uber desenvolvem protótipo de carro voador:

Ler jornal

Blade Runner Reprodução

Ninguém aqui está declarando o fim do jornal impresso, mas é fato que hoje em dia é cada vez mais raro ver pessoas abrindo e lendo jornais pelas ruas das cidades. No filme, o personagem de Harrison Ford faz isso com certa frequência (além de personagens figurantes ao seu redor). Seria mais fiel à realidade mostrar pessoas andando com os olhos vidrados no celular, por exemplo.

Androides

Blade Runner Reprodução

Uma das discussões levantadas por Blade Runner é justamente discutir os limites da inteligência artificial. No longa, os androides chamados de replicantes ficam tão evoluídos que se rebelam e passam a ser caçados. Várias obras de ficção cientifica já abordaram batalhas pelo poder entre humanos e robôs, o que – felizmente – ainda não faz parte do nosso presente. A robótica, no entanto, está cada vez mais avançada. Hoje contamos com os robôs para realizar entregas, investir dinheiro, fritar hambúrguer e até pintar quadros. Não podemos deixar de mencionar também uma das robôs mais famosas: Sophia, que tem 62 expressões faciais, capacidade de aprender e dona de um curioso senso de humor.

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Fotos impressas

Blade Runner Reprodução

Na era das redes sociais, fica um pouco obsoleto sair por aí carregando fotos impressas. Muita gente ainda prefere imprimir registros de uma viagem, por exemplo, para guardar de recordação, mas as fotografias em papel têm ficado no passado. Se o caçador de androides Rick Deckard mostrasse suas fotos no álbum do celular, ou então em seu perfil do Instagram, seria mais aceitável, digamos assim.

Órgãos em laboratório

Blade Runner Reprodução

Ainda não é 100% nossa realidade, mas a medicina caminha para desenvolver com tecnologia a impressão de órgãos em 3D, o que ajudaria muito quem precisa de um transplante. Coração, orelhas e até ovários que podem ser fecundados (pelo menos em ratinhos) já foram criados por cientistas. Blade Runner, porém, está um pouco mais a frente, com a produção em massa de órgãos artificiais.

Identificador e comando de voz

Blade Runner Reprodução

Em algumas sequências de Blade Runner, personagens do filme utilizam aparelhos com identificador e comando de voz, inclusive para abrir a porta de suas residências. Quem tem smartphone conhece e está acostumado com essa funcionalidade. Muitas empresas têm produzido aparelhos que operam com comando de voz para realizar todo tipo de tarefa. Alguns exemplos são Google Home, HomePod e Alexa. Apesar de úteis, há quem diga que esses aparelhos são um tanto quanto invasivos. Existem relatos de mensagens enviadas de forma errada e até misteriosas e assustadoras “risadas” emitidas pelos aparelhos.

Trânsito caótico

Blade Runner Reprodução

Talvez um dos maiores acertos desse clássico da ficção cientifica seja com relação ao caos urbano. As cenas de ruas movimentadas, comércio de todos os tipos, propagandas e, principalmente, aquele trânsito desordenado é algo bem comum das grandes cidades.

Secador de cabelo instantâneo

Blade Runner Reprodução

Não chega a ser uma grande inovação do futuro, já que alguns salões de beleza possuem equipamentos do tipo – para secar o cabelo ou então vaporizadores capilares – mas ninguém tem um “trambolhão” desse em casa. Mais pelo tamanho, do que pela praticidade. Seria ótimo sair do banho e ter o cabelo seco em questão de segundos, não é mesmo?

Colonização de planetas

Blade Runner Reprodução

Se dependesse da vontade dos terráqueos, isso já teria acontecido, mas fato é que ainda estamos longe de explorar e colonizar outros planetas. Isso não é só comum em Blade Runner como é ponto essencial da trama. No filme, os recursos da Terra estão tão escassos que não há alternativa senão morar em outro planeta. A perigosa função de explorar o desconhecido fica a cargo, é claro, dos androides, que se revoltam após tanto tempo de escravidão. Em nossa realidade, há alguns programas espaciais da Nasa e de outras agências espaciais que pretendem construir uma colônia orbital, mas, por enquanto, não temos planetas nesses planos.

Atari em alta

Blade Runner Reprodução

Dá para dizer que Blade Runner foi certeiro em outro ponto: apostar na onda dos videogames. Esse mercado está, de fato, cada vez mais em alta. O Brasil, por exemplo, já é o terceiro maior consumidor do mundo nesse setor. Atualmente, temos até campeonatos de games (sendo League of Legends o mais conhecido) que ocorrem em estádios de futebol e com torcidas gigantes. O único probleminha é que, nos anos 1980 – quando a produção foi realizada – o console Atari estava com tudo. Hoje em dia, porém, a empresa perdeu espaço para marcas como Microsoft (Xbox), Sony (PlayStation) e Nintendo.

Unicórnio

Blade Runner Reprodução

Uma pena, mas ainda não descobrimos os unicórnios. Esses animais mitológicos, espécie de cavalos com um único chifre na testa, por enquanto só fazem parte da ficção mesmo. Em Blade Runner, ele aparece nas lembranças do protagonista. Os unicórnios, no entanto, dominam hoje a cultura pop e são frequentemente vistos em estampas de camisetas, acessórios e até comidas.

bolo de unicórnio James Lee/Unsplash
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