Após fim da série em 2016, 'Downton Abbey' retorna com epílogo no cinema

Por Metro Internacional com Estadão Conteúdo

Lá se vão quase quatro anos do último episódio da série “Downton Abbey”, sucesso que durou seis temporadas e cobriu um período que vai de 1912 a 1926. Para dar continuidade a essa história, estreia nesta quinta-feira (24) nos cinemas o filme, como um epílogo.

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Era preciso uma história que justificasse a presença dos personagens mais queridos, tanto os do andar de cima (leia-se: os aristocratas), como o Lorde Grantham (Hugh Boneville) e sua mulher Cora (Elizabeth McGovern), as filhas do casal, Mary e Edith, o genro Tom Branson, e, claro, a mãe do lorde, Violet, quanto os do andar de baixo (os empregados), como o atual mordomo, Thomas Barrow, as cozinheiras Sra. Patmore e Daisy, a governanta Sra. Hughes e até o aposentado Sr. Carson.

E, nesse longa, nada poderia agitar mais a propriedade do que uma visita da família real, em 1927, mais especificamente do rei George 5º (avô da rainha Elizabeth 2ª) e da rainha Mary, que estão na região de Yorkshire para ver a filha, a princesa Mary. Mas nem tudo são flores, joias e chapéus: os empregados de Downton logo descobrem que vão ser colocados de lado pelos funcionários da Família Real.

O Metro Jornal se reuniu com os atores Hugh Bonneville e Elizabeth McGovern para refletir sobre o incrível sucesso do programa.

“Downton Abbey” foi um sucesso surpreendente em todo o mundo. Com a estréia do novo filme, algum de vocês teve a premonição de que se tornaria o fenômeno cultural em que se tornou?

Hugh Bonneville: Obviamente, nenhum de nós sabia que ele se tornaria isso. A tal ponto que mesmo o nosso próprio canal de televisão que encomendou o programa, a ITV no Reino Unido, não estava interessado em nos entrevistar ou nos ajudar a anunciar. Poderíamos fazer uma temporada, talvez duas. As expectativas eram muito baixas, por isso foi uma sensação extraordinária estar aqui dez anos depois.

Elizabeth McGovern: Foi algo tão estranho e repentino. Lembro-me do primeiro ano em que me enviaram para tentar promovê-lo nos Estados Unidos. Foi realmente como entrar pela porta dos fundos.

Quais foram suas lembranças de receber seus primeiros roteiros de Julian Fellowes [criador e roteirista]?

EM: Tenho uma memória muito diferente da nossa primeira leitura. Todo mundo estava sentado ao redor do que tinha que ser uma mesa enorme para acomodar todos. Não houve muita discussão. Começamos a ler e foi muito divertido. Lembro-me de pensar: “Deus, isso está acontecendo”.

Algum de vocês tinha sentimentos mistos ao fazer um filme em vez de fazer outra temporada do programa? Ou, bem, se vocês tiveram qualquer tipo de controvérsia quanto ao revisitar ‘Downton Abbey’?

HB: A ideia original era para três temporadas, e depois se espalhou para cinco. E então nos pediram um sexto ano. As pessoas perguntam “como é que você cancelaram?”. Não foi cancelada. Ela foi estendida! Aí veio o filme e eu disse: “Se todo mundo está dentro, eu estou dentro.”

EM: Acho que estava nervosa com a ideia de um filme. Porque fizemos algo tão especial e as pessoas têm um lugar em seus corações para ele, então havia um medo dessa magia acabar – por isso, obviamente, não sou uma visionária da televisão.

Um resumo das seis temporadas

Durante as seis temporadas de “Downton Abbey” aconteceu de tudo um pouco: Mary (Michelle Dockery) viu um diplomata turco morrer em sua cama, casou-se com Matthew Crawley (Dan Stevens), herdeiro da propriedade de sua família, e enviuvou quando ele sofreu um acidente de carro, motivado pela decisão do ator de não retornar ao papel.

Depois de ser disputada, acabou com Henry (Matthew Goode), que desistiu das corridas de carro após um acidente e resolveu abrir uma oficina mecânica. Branson, ex-motorista, apaixonou-se pela irmã de Mary, Lady Sybil (Jessica Brown-Findlay), que morreu no parto na temporada 3 – outra baixa causada pela recusa da atriz de renovar o contrato.

A irmã do meio, Edith (Laura Carmichael), que é mãe solteira, teve de esconder a filha, Marigold, da sociedade. A revelação a seu noivo Bertie (Harry Hadden-Paton) quase terminou com o relacionamento, mas os dois se casaram no último episódio da série.

Isobel (Penelope Wilton), mãe de Matthew, enfrentou a família de seu amado Lorde Merton (Richard Grey), que acreditou sofrer de uma doença incurável. Mas foi alarme falso, e eles se casaram.

Entre os empregados, Thomas Barrow (Robert James-Collier), que tinha de esconder sua homossexualidade, proibida na época, conseguiu emprego numa casa menor, mas acabou voltando a Downton quando o mordomo Charlie Carson (Jim Carter) não conseguia mais fazer suas tarefas.

Depois de desprezar Andy, Daisy (Sophie McShera) se interessou pelo rapaz. Já a camareira Anna (Joanne Froggatt), confidente de Lady Mary, deu à luz seu bebê com o valete Sr. Bates (Brendan Coyle) na cama da patroa, na noite de Ano Novo de 1926.

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